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100 DIAS: Senador diz que MT não vive crise e critica ritmo de Taques
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100 DIAS: Senador diz que MT não vive crise e critica ritmo de Taques

by newsmtabril 15, 2015

Wellington Fagundes também criticou, de leve, falta de experiência de secretários da atual gestão

O senador Wellington Fagundes (PR) criticou o ritmo dos primeiros meses do Governo Pedro Taques. Segundo ele, Mato Grosso não vive uma crise e, por conta, disso não haveria necessidade de desacelerar a gestão em seus 100 primeiros dias.

Logo que iniciou seu mandato, Taques assinou uma série de decretos que, entre outros pontos, proibiram contratações e suspenderam, por 90 dias, os pagamentos de todos os contratos firmados pelo Estado, na gestão anterior.

À época, Taques alegou a suspensão era necessária para recompor o equilíbrio financeiro e orçamentário.

“Os 100 dias foi uma marca estabelecida por Roosevelt, nos Estados Unidos, e que tirou o país de uma crise. Lá, esses 100 dias foram um pedido de trégua. Só que Mato Grosso não vive crise”

A medida, no entanto, foi criticada por Fagundes. “Os 100 dias foram uma marca estabelecida por (Franklin Delano) Roosevelt, nos Estados Unidos, e que tirou o país de uma crise. Lá, esses 100 dias foram um pedido de trégua”, afirmou o senador.

“Só que Mato Grosso não vive crise, muito pelo contrário. Ainda somos o Estado que mais se desenvolve no Brasil”, completou ele.

No entendimento de Fagundes, os 100 primeiros dias da gestão de Pedro Taques foram, na verdade, um período para que ele possa imprimir a sua forma de governador e suas características.

“Os 100 dias aqui é uma situação complemente diferente ao que ocorreu nos Estados Unidos. Aqui, é uma situação em que o governo está implantando sua característica de governar. Taques fez uma campanha no modelo dele e, assim ele está implementando”, afirmou.

Críticas a secretários

Fagundes, de forma tímida, ainda criticou o secretariado formado pelo governador, que segundo ele, ainda não possui o real conhecimento da máquina pública.

“O Taques formou um secretariado com pessoas extremamente competentes, mas que, às vezes, não conhece ainda como é a maquina, como ela funciona”, disse ele.

Apesar disso, Fagundes preferiu não dar uma nota para a gestão de Taques.

“Principalmente por estar em um partido de oposição ao governo, acredito que precisamos dar mais tempo. Não acredito que é o momento de dar nota. A população vai avaliar, as pesquisas começam a aparecer e a gente vai analisando junto com a população. Mas não quero aqui dar nota ao Governo”, afirmou o republicano.

Caixa

“Posso dizer que o Estado de Mato Grosso é extremamente viável, um Estado que qualquer um governante do Brasil gostaria de estar aqui. Eu, mais ainda, por ser mato-grossense. Mas o futuro a Deus pertence”

Embora alegue que Mato Grosso não passa por um momento de crise, Fagundes preferiu não comentar os números do Estado, divulgados pela equipe econômica do governo e que apontam uma dívida de R$ 912 milhões herdadas da gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Ao mesmo tempo, Silval se manifestou alegando ter deixado o Estado com um superávit orçamentário de R$ 181,8 milhões, além de R$ 1,4 bilhão em caixa.

De acordo com o senador, cabe ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) apurar os dados financeiros do Estado.

“O TCE tem esse papel de fiscalizar e dar essa resposta sobre as contas do Estado, de como andam as coisas. Isso quem tem que fazer é o TCE, até porque, existem números específicos”, afirmou.

“Nós parlamentares, por mais especialistas que sejamos, a gente analisa os números macros. Às vezes, esses números macros não significam a real situação ou a necessidade de um setor ou outro”, completou.

“Vontade de ser governador”

Ainda durante a entrevista, o senador Wellington Fagundes admitiu que tem vontade de ser governador de Mato Grosso.

“Posso dizer que o Estado de Mato Grosso é extremamente viável, é um Estado que qualquer um governante do Brasil gostaria de estar aqui. Tenho certeza disso. Eu, mais ainda, por ser mato-grossense. Governar o Estado que nascemos é o máximo dentro da vida política. Mas o futuro a Deus pertence. Desejar é um direito de todos nós”, afirmou ele.

FONTE: CAMILA RIBEIRO/MÍDIA NEWS

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