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Analista vê novo perfil na Assembleia de MT com 11 "novatos"
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Analista vê novo perfil na Assembleia de MT com 11 "novatos"

by newsmtoutubro 15, 2014

Joao Edisom cita fim da “era Riva” e postura de novos eleitos

O Poder Legislativo de Mato Grosso começará 2015 com uma renovação de 48%. Isso significa que, das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, 11 serão ocupadas por novos deputados estaduais.

O índice é distante do previsto por especialistas da área ao longo deste ano. Alguns chegaram a avaliar uma mudança radical, de 70%.

Apesar de abaixo da expectativa, para o analista político João Edisom, mais do que percentual de renovação, é preciso avaliar os que deixarão o Poder e os novos personagens que entram em cena.

“Nós teremos uma nova Assembleia Legislativa e isso é um fato. Não se faz renovação só com o novo. Será uma quebra de paradigmas a partir de 2015, principalmente pelo fim de uma era: a de José Riva, que está no Poder Legislativo há 20 anos”.

“Nós teremos uma nova Assembleia Legislativa e isso é um fato. Não se faz renovação só com o novo. Será uma quebra de paradigmas, a partir de 2015”

Apesar de Janaína Riva (PSD), filha do deputado, ter sido eleita e considerada uma espécie de continuidade, o especialista não a vê assim.

“Obviamente ela terá uma presença forte, será uma deputada de personalidade, mas, no dia a dia, vejo o Riva com um perfil muito mais negociador e, ela, com um perfil mais combativo. Claro que também a vejo formando seu grupo”, disse.

Ainda, segundo Edisom, outro fator fundamental para a “nova” Assembleia é a chegada de parlamentares que, ao longo da vida pública, demonstraram perfis independentes.

“Cito com tranquilidade o ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), o ex-prefeito de Rondonópolis, Zé do Pátio (SD), e o ex-prefeito de Juara, Oscar Bezerra (PSB)”.

Pedro Taques

Eleito governador por Mato Grosso, o atual senador Pedro Taques (PDT), até o momento, não tem a maioria na Assembleia Legislativa.

A contar pela atual composição, 11 parlamentares estão no grupo situacionista.

São eles: Guilherme Maluf (PSDB), Wilson Santos (PSDB), Saturnino Masson (PSDB), Eduardo Botelho (PSB), Max Russi (PSB), Oscar Bezerra (PSB), Wancley (PV), Coronel Taborelli (PV), Zeca Viana (PDT), Dr. Leonardo (PDT) e Dilmar Dal’Bosco (DEM).

Ainda assim, a expectativa do grupo de Taques é a de que o jogo possa ser invertido.

“Acreditamos que devemos entrar em 2015 com quatro ou cinco deputados do lado de lá compondo conosco. E não somos nós que procuramos, eles estão vindo, principalmente por acreditar que é um novo momento, um novo governo”, disse Oscar Bezerra nesta semana ao site.

Atual situação e possível oposição, o deputado reeleito Emanuel Pinheiro, parte da maior bancada da Casa, também crê no diálogo com o novo grupo.

Emanuel Pinheiro vê com tranquilidade possível apoio do PR ao governador Pedro Taques

“O PR deu efetiva contribuição para o progresso de Mato Grosso ao longo desses anos e, com certeza, não vai ser o PR que vai ser o obstáculo, o partido problema a partir de agora. Pelo contrário, estamos prontos para dialogar”, disse.

“Obviamente, também não temos a preocupação de procurar partidos para se aliar no desespero, mas temos que saber entender e analisar o que a população quis, por meio dos parlamentares eleitos e do próprio governador eleito”, completou.

Pinheiro também destacou o papel do deputado José Riva ao longo de duas décadas, mas afirmou que sua saída também indica novo tempo.

“Toda reoxigenação é fundamental para qualquer poder ou instituição. O Riva é encerramento de um ciclo de 20 anos, de liderança e domínio político. Não podemos tirar os méritos dos feitos dele, mas é preciso entender o que ele significa e significou, que é importante ter alternância de poderes na Mesa Diretora, por exemplo. Todo ciclo é salutar e ficar 10, 15 ou 20 anos não é salutar”.

Para o analista político João Edisom, de fato, o governador eleito terá diálogo com a Casa, que deve passar por “bons embates”.

“A saída de Riva, a entrada de políticos com perfis mais combativos… tudo isso irá contribuir para um Casa polêmica, que de fato coloque assuntos em discussão. Haverá um grupo coeso ao lado de Taques, mas essa nova composição promete momentos quentes”.

 
ISA SOUSA /MIDIANEWS
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