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Apenas 3 deputados federais de MT assinam para abrir a CPI da Petrobras
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Apenas 3 deputados federais de MT assinam para abrir a CPI da Petrobras

by newsmtfevereiro 7, 2015

A criação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o esquema de corrupção na Petrobras já recebeu 182 assinaturas. Entre os deputados federais que assinaram a lista, aparecem 3 parlamentares de Mato Grosso, que são Adilton Sachetti (PSB), Fábio Garcia (PSB) e Nilson Leitão (PSDB).

Ezequiel Fonseca (PP) não foi procurado para assinar o requerimento e os outros 4 deputados federais, Carlos Bezerra (PMDB), Victorio Galli (PSC), Valtenir Pereira (Pros) e Sáquas Moraes (PT), foram contra a criação da comissão.

O requerimento recebeu o apoio de 17 partidos da Câmara, entre eles oito da base do governo. Como esperado, o PT voltou a se recusar a apoiar a instalação de uma comissão específica para apurar o megaesquema de corrupção e pagamento de propina com recursos da estatal.

O presidente da Casa de Leis, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), leu o ato de criação da nova CPI no plenário, nesta quinta-feira (5). Agora, o passo seguinte será a indicação dos membros pelos partidos. Já a próxima etapa será o agendamento da sessão de instalação do colegiado.

Segundo o ato de criação, a CPI terá 26 membros titulares e igual número de suplentes, mais um titular e um suplente atendendo ao rodízio entre as bancadas não contempladas.

No ano passado, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, composta de deputados e senadores, investigou as denúncias da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, por quase sete meses. Após 23 reuniões, foi aprovado em 18 de dezembro o relatório do deputado Marco Maia (PT-RS), que pede o indiciamento de 52 pessoas pelos crimes de participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, entre elas o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa. Desse total, 23 já eram réus em processos na Justiça Federal do Paraná, derivados da Lava Jato.

Durante toda a investigação, a comissão ouviu 20 pessoas. Antes mesmo do seu início, a CPMI foi alvo de disputa e polêmica entre parlamentares da base aliada e de partidos da oposição, se tornando um dos principais palcos no Congresso da disputa eleitoral. A CPI do Senado, que também investigava a estatal, adotou o relatório da comissão mista como seu.

Na época, o líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), apresentou um relatório paralelo, pedindo o indiciamento dos ex-deputados Luiz Argôlo e André Vargas (cassado) e de outras 58 pessoas. A lista também inclui os ex-presidentes da estatal José Gabrielli e Graça Foster, que renunciou ontem, e o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto.

O relatório, apoiado por cinco partidos de oposição (PSDB, DEM, PPS, PSB e Solidariedade), tinha mais de 500 páginas, mas não chegou a ser analisado porque o relatório oficial, do deputado Marco Maia, foi aprovado.

Fonte: A Gazeta/Cuiabá

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