Você está lendo:
Após ataque, Funai Juína está fechada
0

Após ataque, Funai Juína está fechada

by newsmtdezembro 17, 2015

A sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) no município de Juína (735 km noroeste de Cuiabá) está fechada desde final de semana após ser atacada a pedradas e tiros. Os moradores da cidade estão revoltados com os índios da etnia Enawenê-nawê que sequestraram e mataram Genes Moreira dos Santos Júnior, 24, e Marciano Cardoso Mendes, 25, que teriam se recusado a pagar pedágio na BR-174.

Enquanto o impasse não é resolvido, os servidores trabalham de casa com medo do que a população possa fazer se retornarem a sede. Não há previsão da reabertura da unidade.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Roque Perius, enviou nota prestando solidariedade às famílias dos jovens assassinados e pedindo que os índios responsáveis pelo crime sejam punidos. “Esperamos que a Justiça seja feita e que a seja restabelecida a ordem na comunidade de Juína, que clama por respostas e cobra providências”, destaca trecho da nota.

Outro lado

O Portal Gazeta Digital entrou em contato com a Funai Brasília para esclarecimentos sobre a reabertura da unidade de Juína e a respeito da segurança dos servidores. Até a publicação desta reportagem não houve retorno.

O protesto

No último sábado (12) moradores e familiares das vítimas fizeram uma manifestação bloqueando a BR-174 e MT-170, queimando pneus nas rodovias e cobrando punição dos indígenas responsáveis pela morte dos jovens.

Durante a mobilização um grupo de pessoas atacou a sede da Funai. A família promete mais protestos até que “a justiça seja feita”.

Entenda o caso

Na segunda-feira (14) o delegado da Polícia Federal, Hércules Ferreira Sodré, colheu depoimento de um funcionário da Funai de Juína e reuniu provas em diligências suficientes para fazer o pedido de prisão preventiva de 3 índios, supostamente envolvidos na morte da dupla.

A Justiça Federal ainda não se manifestou sobre o decreto de prisão.

No sábado (12), a PF recebeu os corpos. Eles estavam envoltos em uma lona preta. Um deles teria sido morto a tiros e outro a pauladas.

Os jovens estavam desaparecidos desde quarta-feira (9) após passar por bloqueio com cobrança de pedágio, na BR-174, entre Juína e Rondônia. Eles iriam seguir viagem para comprar roupas e revender em uma loja da cidade.

As interdições na BR-174 acontecem rotineiramente por índios da etnia Enawenê-nawê, que cobram pedágio dos motoristas que passam pelo local.

Eles reivindicam do governo a manutenção da estrada que dá acesso a aldeia. A briga se estende desde o ano passado.

Fonte: Jéssica Moreira/GD

About The Author
newsmt