Você está lendo:
BOLETIM AGRO: Entidades do agro se posicionam contra taxação aqui em MT

BOLETIM AGRO: Entidades do agro se posicionam contra taxação aqui em MT

Mais de 40 entidades assinam documento para reverter novos impostos
sobre o agronegócio que começaram a ser cobrados no MT e podem se espalhar para
outros estados.

Bartolomeu Braz Pereira, presidente da Aprosoja Brasil, destaca que o
agronegócio do Mato Grosso é bastante competitivo e que a taxação nas suas principais cadeias, como soja, milho, carne e cana de açúcar, é bastante preocupante.

Ele cita o exemplo da Argentina, que, com os direitos de exportação, as
chamadas “retenciones”, não consegue sair de suas dificuldades
financeiras. Para ele, o agronegócio tem que ser incentivado com uma melhor logística, uma política agrícola mais definida e melhores infraestruturas.

O presidente ressalta que as cidades do interior também se beneficiam com a expansão do agronegócio, já que a movimentação financeira nestes locais gera empregos e traz novos comércios, citando Luís Eduardo Magalhães como exemplo.

Um de seus destaques é que os preços da soja são formados na Bolsa de
Chicago (CBOT) e que o Brasil compete com outros países do mundo, de forma que uma taxação poderia deixar o país em desvantagem.

Nota conjunta: Entidades do Agro são contrárias à taxação do agronegócio

As entidades do agronegócio signatárias do presente documento vêm a público manifestar preocupação com a sobretaxação do setor produtivo, a exemplo da proposta do governo do Estado de Mato Grosso.

A sobretaxação do agronegócio afeta todas as cadeias, ou seja, produtores
rurais, as empresas compradoras, as agroindústrias e os exportadores e trará um resultado negativo a todo o país.

Como já ocorreu em alguns Estados, medidas como esta são danosas ao setor, tendo em vista a situação atual de endividamento dos produtores causada por problemas com a comercialização e também com a redução da produção devido ao clima e a situações adversas.

O cenário para o empreendedor rural se agrava devido à variação cambial, que elevou os custos de produção, tirando a rentabilidade do produtor. O
tabelamento do frete, instituído pelo governo federal no ano passado, atrasou a comercialização de grãos e impediu produtores e exportadores de aproveitarem melhor momento para venda de seus produtos no mercado internacional.

Algumas cadeias como a da soja veem com apreensão a indefinição em torno da guerra comercial entre Estados Unidos e China, que pode reduzir os valores dos prêmios pagos nos portos aos exportadores.

A taxação será danosa também para o etanol feito à base de milho, que
recentemente recebeu investimentos privados para construção de usinas para o aproveitamento do excedente de grãos gerando combustível mais limpo para toda a sociedade.

Não é punindo a produção que serão resolvidos os problemas financeiros dos entes federados. Infelizmente os estados fizeram dívidas, incharam a máquina pública, não investiram em ganhos de gestão e eficiência e agora estão com dificuldades financeiras.

Elevar a carga tributária sobre a produção de bens primários solaparia o
setor mais importante da economia brasileira, o agronegócio, que além de
garantir, com folga, a segurança alimentar do país, exporta para importantes mercados consumidores asiáticos e europeus. O campo gera ¼ dos empregos formais e ¼ do PIB brasileiro, ou seja, produz riqueza e bem-estar social.

O momento é de reconhecimento ao setor mais importante para a economia do país e não de aumentar a carga tributária, que provocará encarecimento dos produtos agropecuários e elevação da inflação e do custo da cesta básica à população.

*ABAG – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO AGRONEGÓCIO*

*ABBA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA BATATA*

*ABCS – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE SUÍNOS*

*ABCZ – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CRIADORES DE ZEBU*

*ABIEC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS EXPORTADORAS DE CARNE*

*ABIFUMO – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DO FUMO*

*ABIOVE – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE ÓLEOS VEGETAIS*

*ABIPESCA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE PESCADOS*

*ABPA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PROTEÍNA ANIMAL*

*ABRAFRIGO – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FRIGORÍFICOS*

*ABRAMILHO – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS PRODUTORES DE MILHO*

*ABRAPA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS PRODUTORES DE ALGODÃO*

*ABRASS – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS PRODUTORES DE SEMENTES DE SOJA*

*ACRIMAT – ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE MATO GROSSO*

*AGROBIO – ASSOCIAÇÃO DAS EMPRESAS DE BIOTECNOLOGIA NA AGRICULTURA E
AGROINDÚSTRIA*

*ALCOPAR – ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES DE BIOENERGIA DO ESTADO DO
PARANÁ*

*AMPA – ASSOCIAÇÃO MATOGROSSENSE DOS PRODUTORES DE ALGODÃO*

*ANDEF – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA VEGETAL*

*APROSMAT – ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES DE SEMENTES DE MT*

*APROSOJA MS – ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES DE SOJA DE MATO GROSSO DO
SUL*

*APROSOJA BRASIL – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS PRODUTORES DE SOJA*

*APROSOJA MT – ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES DE SOJA E MILHO DO ESTADO
DE MATO GROSSO*

*CECAFÉ – CONSELHO DOS EXPORTADORES DE CAFÉ DO BRASIL*

*CITRUS BR – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS EXPORTADORES DE SUCOS CÍTRICOS*

*CNC – CONSELHO NACIONAL DO CAFÉ*

*FAEP – FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DO PARANÁ*

*FAESP – FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DE SÃO PAULO*

*FAMATO – FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO MATO GROSSO*

*FENSEG – FEDERAÇÃO NACIONAL DE SEGUROS GERAIS*

*FNBF – FÓRUM NACIONAL DAS ATIVIDADES DE BASE FLORESTAL*

*FNS – FÓRUM NACIONAL SUCROENERGÉTICO*

*IBÁ – INDÚSTRIA BRASILEIRA DE ÁRVORES*

*OCB – ORGANIZAÇÃO DAS COOPERATIVAS BRASILEIRAS*

*ORPLANA – ORGANIZAÇÃO DE PLANTADORES DE CANA DA REGIÃO CENTRO SUL
DO BRASIL*

*SINDAN – SINDICATO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE PRODUTOS PARA SAÚDE
ANIMAL*

*SINDICERV – SINDICATO NACIONAL DA INDÚSTRIA DA CERVEJA*

*SINDIVEG – SINDICATO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE PRODUTOS PARA DEFESA
VEGETAL*

*SRB – SOCIEDADE RURAL BRASILEIRA*

*UNICA – UNIÃO DA INDUSTRIA DE CANA-DE-AÇÚCAR*

*UNIPASTO – ASSOCIAÇÃO PARA O FOMENTO À PESQUISA DE MELHORAMENTO DE
FORRAGEIRAS*

*VIVA LÁCTEOS – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LATICÍNIOS*