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Ciências no cotidiano desperta interesse em estudantes:

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Ensinar a matéria a partir do cotidiano dos alunos. Essa é a proposta aplicada pelo professor de Ciências, Tiago Rodrigo Scheider, para os alunos dos 6º anos do Ensino Fundamental, da Escola Estadual André Antônio Maggi, em Ipiranga do Norte. Ao longo das aulas, seguindo as diretrizes oficiais do currículo escolar, o ensino da disciplina é relacionado ao local onde vivem os estudantes.

Exemplo foram as aulas sobre rochas. A busca por entender e compreender a origem da formação da crosta terrestre, durante bilhões de anos, além da deriva dos continentes, terremotos, os maremotos, a movimentação das placas tectônicas associando com o vulcanismo, foi ponto de partida para o desenvolvimento do trabalho.

De acordo com Tiago, primeiramente os estudantes tiveram o estudo teórico sobre os tipos de formações rochosas existentes, bem como, sua classificação. Com atividades variadas que incluíram leitura, conversa, questionários, análise de quadros comparativos e resumo dos tipos de minerais e suas características particulares no seu processo de formação, as crianças partiram para o aprendizado prático.

“O interesse e curiosidade pelo tema, que foi abordado durante as aulas expositivas e dialogadas, mostrou a necessidade de complementar com a vivência”, comenta o educador, acrescentando que uma vez proposto o trabalho, os estudantes começaram imediatamente a coleta, produção e identificação de rochas – encontradas no quintal de casa, no bairro, na rua –  quanto a sua origem – magmáticas, sedimentares e metamórficas.

Para ele, a realização de atividades que relacionem a disciplina ao universo do aluno leva a um maior interesse e participação nas aulas.

Exposição

Uma das atividades para concluir o ensino/aprendizagem foi a construção de um caixa com as rochas coletadas pelos alunos durante o bimestre, e identificadas conforme a sua origem de formação. “Nesse processo de construção e organização das rochas, eles foram protagonistas em suas atividades, participaram com entusiasmo ao manifestar interesse, troca de experiências e conhecimento por parte de todos, e mesmo entre eles na troca de material e ideias para a produção e conclusão do seu trabalho”, enfatiza o professor.

Ele explica que após a construção do dispositivo, foi realizada uma exposição dos trabalhos para comunidade escolar, quando os estudantes deram explicações e informações sobre o processo de formação e tipos de rochas na crosta terrestre.

Dessa forma, percebeu-se que o estudo de pesquisa/prática possibilitou um melhor entendimento e compreensão da teoria, além disso proporcionou e criou nos alunos um espírito de pesquisador”, avalia Tiago, frisando que o seu maior incentivo é conseguir despertar no aluno o prazer de aprender.