Você está lendo:
Clima fica quente entre candidatos ao Senado
0

Clima fica quente entre candidatos ao Senado

by newsmtsetembro 22, 2014

Faltando menos de duas semanas para que o eleitor mato-grossense escolha seu senador, os candidatos ao cargo subiram o tom das críticas e ataques, durante debate promovido nesta segunda-feira (22), pela TV Record Mato Grosso. Gilberto Lopes Filho (PSOL), Rogério Salles (PSDB), Rui Prado (PSD) e Welington Fagundes (PR) participaram do confronto de ideias, mediado pelo jornalista Antônio Carlos Silva.

Lopes atacou a todos os oponentes, citando apoios, propostas apresentadas anteriormente e classificando todos os 3 como ‘candidatos milionários’, se colocando como único representante do povo. As preguntas, respostas, réplicas e tréplicas eram alvo de risos e comentários de assessores e jornalistas, que acompanharam o debate de um auditório no Grupo Gazeta de Comunicação.

No primeiro bloco, Silva fez uma pergunta única, a todos os candidatos, tendo com base o nível da campanha, permeado por ataques e pela judicialização do processo eleitoral. Em linhas gerais, os 4 afirmaram que não vale tudo para se ganhar uma eleição. “Mas a verdade tem que prevalecer”, afirmou Fagundes.

Marcus Vaillant

Ataques – Os segundo e terceiro blocos foram marcados por perguntas entre candidatos. Lopes questionou o republicano sobre o apoio recebido por ele, do governador Silval Barbosa (PMDB). Após receber como resposta, de Fagundes, que ele não vê ‘cor partidária’, o candidato do PSOL afirmou que Welington não havia respondido sua pergunta.

No momento de questionar Salles, Lopes perguntou se ele, como ‘candidato milionário’, era favorável à taxação das grandes fortunas. “Defendo uma reforma tributária e sou favorável à taxação das grandes fortunas, porque ela faz com que haja uma melhor distribuição de renda”, respondeu o tucano.

Marcus Vaillant

Na sua vez de perguntar, Salles atacou Fagundes, citando o Ministério dos Transportes, cujo cargo é indicado pelo PR, e dizendo ter, em seu site, documentos que provam que a ferrovia não chegará a Cuiabá. “A empresa, na verdade, desistiu. Havia um monopólio e o governo federal está acabando com isso. A ferrovia não é de um dono só”, respondeu o republicano.

Ainda no segundo bloco, Prado questionou Salles sobre suas ações para a baixada cuiabana, nos 8 meses em que o tucano foi governador de Mato Grosso. Salles disse que foi governador por curto período em época eleitoral e não podia fazer licitação e nem concluir obras. Disse que fez convênios com municípios para recursos do Fethab atender os municípios. Trabalhou pela reforma agrária e pela transparência no governo com o pregão eletrônico. Fortaleceu o Gaeco e adquiriu as viaturas do Gefron para segurança na fronteira.

Marcus Vaillant

Já no terceiro bloco, Lopes voltou a citar apoios políticos, desta vez criticando Prado, correligionário de Riva. Após Prado dizer que tem, em sua chapa, um sindicalista e um representante do comércio, ele foi novamente confrontado. “O senhor não sente vergonha disso?”, disparou Lopes. “Sou ficha limpa e aceito com muito orgulho o apoio do deputado José Geraldo Riva”, respondeu o pessedista.

O candidato do PSOL também colocou Salles em uma ‘saia justa’, o desafiando a doar, para instituições de caridade, o valor recebido como aposentadoria por ter governado Mato Grosso. O tucano afirma que a pensão é um direito, exercido por ele e concorda que as aposentadorias pagas à população são ruins, mas que a situação é essa por falta de atuação parlamentar. Prometeu no Senado trabalhar para que se melhorem as condições das aposentadorias. Classificou como demagogia doar o dinheiro.

Após o retorno do intervalo, por conta do horário eleitoral, foi a vez de Salles partir para o ataque. Ele criticou Fagundes por conta das duas propostas apresentadas que previam a consulta popular para a divisão de Mato Grosso. “Na época, o senhor disse, inclusive, que ‘dividir é multiplicar’”. O republicano salientou que hoje é contra, por conta das obras de integração.

Troco – Prado, que instantes antes havia pedido e perdido um direito de reposta, optou por atacar Lopes, citando que o segundo suplente do socialista é o seu pai. “Isso é nepotismo”, cravou. Na réplica, Lopes afirma que isso não faz diferença, uma vez que ele não possui “patrimônio de R$ 50 milhões para comprar mandato”.

Após ser confrontado com a proposta de divisão de Mato Grosso, Fagundes decidiu fazer uma pergunta incisiva e acusou a esposa do tucano de ser ‘ficha suja’, questão que foi rebatida por Salles. “Você falta com a verdade”, disparou Salles, lembrando que ela foi acionada por conta de um contrato de trabalho feito sem concurso.

Marcus Vaillant

Alta temperatura – Depois de intensos embates, o clima não podia ser pior para o último bloco, com cada candidato tendo direito a uma pergunta, além de poder fazer suas considerações finais. Três candidatos escolheram Fagundes como alvo, o questionando sobre sua evolução patrimonial, um inquérito que apura crime de peculato, supostamente cometido por Fagundes e sua postura contrária ao fim do fator previdenciário.

Welington respondeu todas as questões, dizendo que o crescimento de seu patrimônio é fruto de sua vida privada, negando responder a processo e prometendo atuar no Senado para acabar com o fator previdenciário.

‘Milionários’ – Nas considerações finais, Lopes acabou atacando os 3 candidatos e, por isso, além do tempo que tinham para se despedirem, os postulantes receberam um minuto a mais, como direito de resposta. “Ficou provado que os milionários representantes do agronegócio que compram votos estão desesperados”, foi a frase do socialista que motivou a concessão aos demais candidatos.

About The Author
newsmt

Tem algo a dizer sobre essa matéria?