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CPI das OSS: Zé Domingos quer saber se houve benefícios
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CPI das OSS: Zé Domingos quer saber se houve benefícios

by newsmtmaio 21, 2015

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada para investigar as Organizações Sociais da Saúde (OSS), deputado estadual José Domingos Fraga (PSD), destacou que nos procedimentos contratualizados pelo Estado com algumas organizações, os preços são diferentes. Outro ponto destacado pelo parlamentar é que após a instalação do novo modelo de gestão de saúde pública, não houve avanços e nem melhorias nas estruturas dos hospitais regionais, tampouco investimento em novos equipamentos.

“Não há padronização de preços de procedimento. O governo está mais preocupado em honrar aqueles procedimentos, ao invés de avançar em novos, e tampouco melhorar as estruturas dos hospitais regionais, que estão com suas estruturas comprometidas, pois nunca houve investimento na parte física, nem na modernização de equipamento”, ressaltou.

José Domingos afirmou, como relator da CPI,  que vai investigar se houve ou não direcionamentos ou benefícios. Ele disparou que vai colocar o dedo na ferida “em onde o governo tem errado”. “Se houve algum tipo de benefício, a quem quer que seja, até porque a Assembleia deu cheque em branco ao ex-secretário Pedro Henry, para ter uma gestão diferenciada por conta das diversas reclamações, pois o governo estava longe, ineficiente e a concentração de poder era aqui na capital, os hospitais não tinham autonomia para contratar ninguém, nem serviço. Entendemos, na época, que deveríamos buscar um novo modelo. Mas se houve algum direcionamento ou benefício, vamos colocar o dedo na ferida sim”.

Outra falha apontada pelo relator é a questão de encargos e a folha de pagamento dos trabalhadores. Segundo o parlamentar, entre os servidores em regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e os concursados, há uma incompatibilidade muito grande.

O Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano, responsável pela gestão do Hospital Regional de Sorriso, pediu o encerramento do contrato de administração. O instituto alega que é grande o desequilíbrio entre as despesas e a receita do hospital, pois os repasses feitos pelo Estado estão sem reajuste há mais de três anos.

“Tem algumas questões que nós entendemos que nem as OSS, nem ninguém, faria uma gestão convincente, até porque o contrato de 2011 não está corrigido. Alguns contratos feitos pelo governo, em longo prazo, que foi absorvido pelas OSS, estão superfaturados, como o caso da lavanderia do Hospital  Regional de Sorriso”.

Fonte: Da Assessoria

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