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CRIME EM SINOP: Família de estudante pede rigor em punição para latrocidas
maio 12, 2015 Destaques

O acadêmico de Medicina, Éric Severo, 21, foi morto em 2014, após ter a picape roubada

“Para o meu filho, a pena de morte; para o bandido, alguns anos de cadeia e só”.

Este é o desabafo do advogado e publicitário Leonildo Severo, pai do estudante de Medicina Éric Francio Severo, de 21 anos, morto após um assalto na cidade de Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá), há dois anos.

O rapaz teve a sua caminhonete S10 roubada e o corpo foi encontrado próximo à Lucas do Rio Verde (a 200 km de Sinop).

Na tentativa de buscar justiça e impedir que esse tipo de crime continue aumentando, a família do rapaz está realizando um abaixo-assinado, para aumentar a pena do crime de latrocínio.

“Para o meu filho, a pena de morte; para o bandido, alguns anos de cadeia e só”

De acordo com Leonildo Severo, foram impressos 30 mil formulários para colher pelo menos 300 mil assinaturas e cobrar a aprovação de uma lei mais severa para quem cometer latrocínio (roubo seguido de morte).

Para ele, a pena deve aumentar de 30 anos para 50 anos de prisão.

Leonildo encaminhou os formulários para outros estados – entre eles, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul -, na tentativa de obter mais assinaturas.

“Em janeiro deste ano, escrevemos para todos os deputados federais e sanadores, para pedir ajuda para penas mais rigorosas para o crime de latrocínio. Foi quando o deputado federal Major Olímpio Gomes encampou o projeto e começou a nos ajudar. Por isso, o projeto não é mais de iniciativa popular”, contou.

De acordo com o advogado, na prática, os criminosos passam no máximo 12 anos presos.

“Temos que mudar essas penas que não são cumpridas devidamente. O Estado pode providenciar penas maiores e cadeia suficiente para mantê-los afastados da sociedade. Essas pessoas representam risco para todos”, afirmou.

Álbum de Família

Eric Severo tinha 21 anos quando foi morto por ladrões de carro

Leonildo Severo lembrou que o cidadão que cumpre as leis estão cada vez mais acuados pelos criminosos.

“Eu tenho mais um filho de 20 anos e não consigo dormir, enquanto ele não chega. Todos nós estamos assustados com isso. Meus filhos, que sempre respeitaram a leis, só dirigiram após terem carteira e nunca me deram trabalho. E eles é que são os condenados à morte. Isso não é justo. Quem sabe se as penas forem maiores pelo menos salve a vida de outros filhos”, completou.

Eric Severo, que morava em Tubarão (SC), passava férias na casa da família, em Sinop, quando foi morto.

Na data do crime, ele desapareceu, após sair de uma bar, onde estava com os amigos.

Os dois acusados pelo assassinato – Márcio Marciano Batista, 30 anos, e Rafael Bruno dos Santos Mussuco, 25 anos – foram presos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Campo Grande (MS), no mesmo dia do desaparecimento.

O estudante foi visto pela última vez por volta de 3h de sábado.

Reprodução

O pai de Eric, Leonildo Severo (dir.), pede apoio ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha

O crime

Eric Severo tinha ido a um bar da cidade com a caminhonete do pai, no dia 26 de dezembro de 2014.

Ele foi encontrado às margens de uma estrada entre o Distrito de Primaverinha, em Sorriso, e Lucas do Rio Verde, a 420 km e 360 km da capital, respectivamente.

O corpo do rapaz foi encontrado com marcas de tiro na cabeça, em uma região de mata.

Como ele não voltou para casa e não atendia às ligações telefônicas, o pai procurou a Polícia.

Os assaltantes roubaram a caminhonete e percorreram cerca de 100 km com o estudante no carro e, depois, o mataram.

Após a prisão, em Campo Grande, a dupla confessou o crime e contou que o veículo tinha sido encomendado por dois presidiários que cumprem pena em uma unidade prisional de Guarulhos, em São Paulo.

Fonte: Do Mídia News

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