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CRÍTICAS AO GAECO: Presidente da Assembleia diz que prisão de Roseli é “pirotecnia”
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CRÍTICAS AO GAECO: Presidente da Assembleia diz que prisão de Roseli é “pirotecnia”

by newsmtagosto 24, 2015

Guilherme Maluf já havia citado “exageros” em operação realizada no Poder Legislativo

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Guilherme Maluf (PSDB), criticou a operação “Ouro de Tolo”, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que, na última quinta-feira (20), prendeu a ex-primeira-dama do Estado, Roseli Barbosa, por suspeitas de desvio de dinheiro público.

Na avaliação de Maluf, a prisão de Roseli, realizada em São Paulo, foi uma “ação pirotécnica” e que não deveria ter sido realizada de tal maneira.

“Não sei detalhes dessa ação, mas a Roseli tem domicílio em Mato Grosso. Não acredito que ela iria empreender qualquer tipo de fuga. Enfim, acredito que a forma como ocorreu a prisão tem um pouco de pirotecnia”, disse.

“Não sei detalhes dessa ação, mas a Roseli tem domicílio em Mato Grosso. Não acredito que ela ia empreender qualquer tipo de fuga. Enfim, acredito que a forma como ocorreu a prisão tem um pouco de pirotecnia”

A declaração foi dada durante entrevista ao programa “Conexão Poder”, da TV Pantanal (Canal 22), no último domingo (23).

O presidente do Legislativo afirmou ainda que operações como as que resultaram na prisão da ex-primeira-dama devem ser realizadas sem tanto alarde.

“Acredito que as operações devem ser feitas com menos divulgação e mídia. Já vi operações em que os fatos não eram reais. Penso que, futuramente, deva haver ações que penalizem todo o segmento que se envolver com falsas denúncias”, afirmou.

“Não estou aqui defendendo pessoas que estão comprometidas com as denúncias. Vamos aguardar os desdobramentos disso tudo. Espero que haja fatos concretos, não sejam apenas meras denúncias”, completou.

“Exageros”

No último mês, o presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf, já havia feito críticas a uma operação do Gaeco.

Na ocasião, ele se referiu à Operação “Ventríloquo”, que resultou na prisão do ex-deputado José Riva (PSD) e no cumprimento de mandados de busca e apreensão no Poder Legislativo.

“Há necessidade de entender que nós repudiamos qualquer tipo de exagero ou de ação fora da legalidade. Esse é um Poder constituído, que tem suas prerrogativas legais e nós vamos nos pautar pela legalidade”, afirmou o tucano, à época.

Durante sua fala, no entanto, o presidente não detalhou qual a medida ou atitude dos agentes do Gaeco ele considerou excessiva.

Durante a entrevista concedida no último domingo, Maluf explicou o porquê de classificar a ação como “exagerada”.

“Quando fiz referência a esses exageros era porque a Assembleia tinha mudado a conduta. No passado, as operações eram feitas porque não havia atendimento às solicitações que o Ministério Público fazia. Agora, é diferente, acredito que não precisa chegar um bando armado”, disse.

“Todas as solicitações foram respondidas. As que não foram é porque os documentos não foram localizados. Ainda assim, fomos surpreendidos com membros do Gaeco, dentro do Legislativo, apreendendo documentos. Essa é uma ação que atinge a instituição”, concluiu o deputado.

Fonte: Do Mídia News

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