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Defesa pede que Eder fique preso em MT
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Defesa pede que Eder fique preso em MT

by newsmtagosto 1, 2014

O advogado do ex-secretário de Fazenda e chefe da Casa Civil, Eder Moraes (PMDB), Paulo Lessa ingressou com um pedido ao juiz federal Jeferson Scheneider para que autorize ele a ficar preso em Mato Grosso.

Lessa alega que seu cliente não é mais importante, que hoje ele é uma pessoa comum, sem influência política sobre os atuais gestores, e por isso não prejudicaria nas investigações. O pedido foi feito na última audiência do processo em que ele é réu com outras 3 pessoas e o juiz ainda não analisou o pedido.

Nesta quinta-feira (31), foi retomada a fase de depoimentos de testemunhas de defesa dos 4 réus por crimes contra o sistema financeiro, ação desencadeada pela operação Ararath. Desta vez, o ex-secretário de Fazenda e chefe da Casa Civil, Eder Moraes (PMDB), preso em Cuiabá, acompanha as oitivas. Já foi ouvido o auditor Geral do Estado, José Alves Pereira, que foi listado no lugar do governador Silval Barbosa (PMDB).

Ainda nesta tarde prestarão depoimento o ex-auditor do Estado, José Gonçalves Botelho, o ex-procurador João Virgílio e também Francisco Serafim de Barros. Segundo o advogado de Eder, Paulo Lessa, a colunista social Karina Nogueira também irá depor.

Na última terça-feira (29), Karina afirmou que foi arrolada como testemunha, porque partiram dela as denúncias sobre as atividades do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, seu ex-marido, com políticos de Mato Grosso, que deram início às investigações da Operação Ararath. “Acredito que por eu ter sido a principal testemunha da primeira fase, além de ser ex-mulher dele”.

Paulo Godinho/Divulgação

Eder que não será ouvido nesta quinta, chegou para a audiência em uma viatura da Polícia Federal, apenas para acompanhar as oitivas. “Ele está só acompanhando as oitivas de perto, pois pode ser útil no sentido de ajudar a esclarecer algumas coisas”, afirmou Lessa.

Além de Eder, sua esposa Laura Tereza Dias, o ex-secretário-adjunto da Sefaz, Vivaldo Lopes e o superintendente do BICBanco em Mato Grosso, Luiz Carlos Cuzziol, também são réu no processo, acusados de crime contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.

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