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Dunga volta à seleção e pede: 'Temos que ter comprometimento'
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Dunga volta à seleção e pede: 'Temos que ter comprometimento'

by newsmtjulho 22, 2014

Técnico revela que sua primeira passagem foi para resgatar o ‘orgulho’ pela amarelinha, mas agora o foco é preparar uma equipe para 2018

Dunga retorna ao comando da seleção brasileira | Crédito: Bruno Domingos/Mowa Press

Nesta-terça-feira, a CBF desfez o mistério, e conforme antecipado por Placar, apresentou Dunga como o novo técnico da seleção brasileira. Logo na abertura da coletiva, o presidente José Maria Marin revelou que a ideia seria retomar uma reformulação com um técnico vencedor e que se estenderá até a Copa do Mundo de 2018.

Na sequência, o coordenador técnico de seleções, Gilmar Rinaldi ressaltou que os jogadores precisam sentir novamente o ‘frio na barriga’ na hora de serem convocados. O ex-empresário também destacou que esta é uma retomada do trabalho que ficou interrompido em 2010. Já Dunga afimrou que a base será melhor abservada neste novo ciclo.

“Vamos trabalhar com as categorias de base. Não podemos colocar como terra arrasada, temos muitas coisas e temos que retirar isso. O talento é importante, assim como o comprometimento dentro de campo. Sei que preciso melhorar no como ser-humano, principalmento no trato com as pessoas e com vocês jornalistas”, enfatizou.

O treinador também salientou o aproveitamento de 76%, enquanto esteve no comando da seleção brasileira entre 2006 e 2010, e ainda citou suas últimas experiências de reciclagem com grandes técnicos. “Estive afastado, mas observando os grandes treinadores. Estive com o Wenger, no Arsenal e com o Arrigo Sacchi, e pude assimilar um pouco do conteúdo deles”, disse o novo técnico da seleção brasileira, que completou:

“Minha primeira passagem foi para resgatar o valor da camisa da seleção brasileira. Agora o foco é preparar uma seleção para a Copa de 2018. Teremos Copa América e Eliminatórias para isso. Mas teremos que melhorar o planejamento e nos adequarmos as necessidades do futebol brasileiro. Sabemos que o torcedor está muito machucado e queremos reconquistar o carinho dele com resultados e trabalharemos muito para isso”.

Quando questionado sobre a exsitência do ‘futebol arte’, o novo técnico alerta que ele sempre existe, porém hoje está mais disseminado em outros países. “Sempre exisitiu, mas outras seleções também estão com este conceito. O futebol arte pode ser uma defesa de um goleiro, por exemplo, não adianta queremos ter Pelé todo dia, porque ele é um mito. Temos talento, mas temos que usá-lo no momento adequado”, disse Dunga.

Reformulação

Para o novo técnico a Copa de 2014 representa uma mudança na ordem do ‘futebol mundial’, principalmente com relação ao conceito tático e papel dos jogadores. “O Futebol mudou, na Copa vimos um futebol ofensivo, mas na verdade as seleções adiantaram as linhas de defesa com todos marcando atrás da bola para pressionar mais. Assim, quando o adversário perdia a bola, todos saiam no contra-ataque. Tivemos grandes protagonistas como o Robben, Müller e James, mas hoje o futebol não é apenas de um ou dois jogadores”.

O capitão do tetra também revela que a reformulação se dará com resultados dentro de campo, o que não impede que outros atletas com idades mais avançadas tenham oportunidade de servir a seleção. No entanto, o técnico do sub-20, Alexandre Gallo será o treinador da seleção olímpica durante os jogos do Rio 2016.

“Importante é colocar jogadores novos, mas com experiência. Não colocarmos o jogador só porque ele é novo, mas tem que ter qualidade para estar lá. São eles que vão se afirmar pelo trabalho dentro de campo, independente se é jovem ou não”.

Em certo momento da coletiva, o presidente da CBF, José Maria Marin e o coordenador técnico de seleções passaram por uma ‘saia-justa’, devido ao trabalho de Rinaldi como empresário. “Conheço o Gimar há muitos anos e sei da índole dele. Não vejo nenhum problema dele ser agente Fifa”, despistou Marin.

 

Fonte: PLACAR

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