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EDIÇÃO EXTRA: Adjuntos são presos; donos da Print e Defanti estão foragidos
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EDIÇÃO EXTRA: Adjuntos são presos; donos da Print e Defanti estão foragidos

by newsmtdezembro 18, 2014

A Polícia Civil confirmou há pouco ao MidiaNews a prisão dos secretários-adjuntos de Estado Elpídiio Spiezzi (Secom) e José de Jesus Nunes Cordeiro (SAD).

Os empresários donos das gráficas Print e Defanti também são alvos da Operação Edição Extra, deflagrada na manhã desta quinta-feira (18) pela Polícia Civil com base em suspeitas de esquema de lavagem de dinheiro público por meio de gráficas, com sedes em Cuiabá e Várzea Grande.

A operação é comandada pela delegada Liliane Murata. No total, foram expedidos 6 mandados de prisões, quatro contra donos de gráficas e dois contra os  servidores públicos, e 16 mandados de busca e de apreensão.

O foco principal da operação são várias empresas que venceram o pregão presencial de nº 093/2011, feito pela Secretaria de Estado de Administração, por meio do processo de nº. 0299.583/2011/SAD.

Na ocasião, o secretário da SAD era Cezar Roberto Zílio.

O gasto de dinheiro do Estado com confecção de material impresso, nos últimos dois anos, ultrapassaria os R$ 40 milhões.

O esquema

O esquema teria se iniciado com a montagem de um grupo de gráficas, que combinava quem iria vencer os lotes licitados no Estado.

Alguns concorrentes “independentes”, que entravam na disputa do pregão, teriam recebido dinheiro das gráficas que fariam parte do esquema, para desistir da licitação.

Esses valores chegavam, segundo fonte da coluna, a R$ 30 mil.

Com os concorrentes fora do páreo, as gráficas que fariam parte do esquema se articulavam para ganhar os lotes, vários deles com valores milionários.

A partir daí, havia uma simulação em relação ao número de materiais impressos. Ou seja, as gráficas receberiam por um volume de impressos, mas, em tese, só imprimiriam uma quantidade ínfima dos mesmos.

Campanhas eleitorais

Segundo a investigação do MPE, parte do  dinheiro que seria desviado pode ter sido utilizado em campanhas eleitorais.

Outra parte ficaria em crédito junto às próprias gráficas, que em troca fariam, sem custos, a impressão de materiais de campanha.

O MPE não descarta que o esquema possa ter financiado candidatos nas eleições deste ano.

Fonte: Mídia News

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