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ENERGIA ELÉTRICA: Bandeira tarifária nas contas de julho será amarela

ENERGIA ELÉTRICA: Bandeira tarifária nas contas de julho será amarela

A bandeira tarifária que será aplicada nas contas de energia em julho passou de verde para amarela, o que significa um acréscimo de R$ 2 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, o fator que determinou o acionamento da bandeira amarela foi o aumento do custo de geração de energia elétrica. O diretor Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, explica que quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.

Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura.

“A gente, hoje, tem uma matriz muito dependente de clima, por isto que quando para de chover você acaba ligando térmica, porque a térmica é uma energia que não depende de clima. Basta você colocar óleo na usina ou o gás natural. Então é isto o que acontece hoje no Brasil.”

Para o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, o sistema de bandeiras tarifárias é bom, mas é muito volátil.

Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura.

“Em maio você tinha bandeira vermelha. Em junho a bandeira foi para verde. E agora, em julho, a bandeira está indo para amarela. O sistema de bandeiras é um sistema bom, porque ele sinaliza para o consumidor de energia elétrica se ele deve economizar ou não energia. Se a bandeira está verde, fica tranquilo. Se estiver amarela, comece a economizar se não a sua conta vai vir maior e vermelha, mais ainda. O que a gente tem reparado é que o problema é que a metodologia de estipular a bandeira verde, vermelha ou amarela, é que ela esta com uma volatividade muito grande. Ela não pode ser assim.”

A Agência Nacional de Energia Elétrica informou que deverá revisar no ano que vem a metodologia que define o acionamento das bandeiras tarifárias, para evitar mudanças bruscas de um mês para o outro.