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Entidades questionam licenciamento ambiental em retirada de árvores em avenida de Sinop
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Entidades questionam licenciamento ambiental em retirada de árvores em avenida de Sinop

by newsmtjulho 16, 2014

Representantes de entidades que protocolaram requerimento no Ministério Público cobrando explicações da prefeitura a respeito do projeto de revitalização realizado na Avenida dos Tarumãs, questionam agora a legalidade ambiental na retirada das árvores. Os trabalhos foram iniciados ontem (15).

Entre os questionamentos esta quais seriam os critérios para avaliar quais árvores seriam retiradas e destinadas a replantio e quais seriam apenas extraídas. Também é questionado se a prefeitura teria licença ambiental para iniciar os trabalhos. Documento esse que é emitido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

No último dia 07 de julho, o município e o Ministério Público firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o objetivo de preservar a arborização do local. No documento, o município comprometeu-se a realizar o transplante das árvores atualmente existentes na avenida (cerca de 350), para áreas de reserva ou outros locais urbanos que comportem o recebimento delas.

“No TAC consta que algumas árvores seriam transplantadas. Estamos questionando os critérios para a seleção dessas plantas. Como podemos observar aqui, as árvores que não foram retiradas sofreram uma poda drástica, incompatível com o que poderia ser feito nessa época do ano, conforme nos informou um engenheiro florestal”, disse ao Nortão Notícias, Denizalde Pereira, um dos representantes que acionou o MP.

Também foi definido no TAC que até a finalização da obra, o município executará o plantio de no mínimo, 600 novas mudas de diferentes espécies de árvores no local. Entre as espécies estão pau-brasil, ipê roxo, amarelo e branco; jacarandá e alecrim de Campinas. Ao todo, serão 12 espécies. Consta ainda que “as espécies que serão plantadas no canteiro central da Avenida dos Tarumãs deverão apresentar no mínimo 1,80m acima do solo, devendo o plantio atender às normas técnicas”, conforme destacou o promotor de Justiça Pompílio Paulo Azevedo Silva Neto.

Procurada pela reportagem, a secretária de Meio Ambiente Cristina Ferri disse não haver irregularidades na retirada das árvores, uma vez que o estudo técnico teria sido realizado. “Esse estudo para retirar as árvores, com todas as especificações, já foi feito e repassado ao Ministério Público há cerca de um mês, portanto, não há qualquer impedimento na realização dos trabalhos”, explicou ela, que complementou ainda que “o que falta concluir é o estudo a respeito da drenagem no local, mas faltam apenas alguns documentos”.

Ainda segundo ela, o trabalho no local é acompanhado por um técnico especializado, para que não ocorram danos desnecessários às plantas. O material lenhoso esta sendo transportado para um terreno na Avenida das Itaúbas, ao lado de uma área de reserva ambiental.

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