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Ex-governador 'implora' por liberdade
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Ex-governador 'implora' por liberdade

by newsmtfevereiro 24, 2016

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) foi ouvido na tarde desta terça-feira (23) na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Arruda.

Ele é acusado de chefiar um esquema que desviou R$ 2,7 milhões dos cofres públicos por meio de concessão irregular de incentivos fiscais entre os anos de 2013 e 2014.

O peemedebista está preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) há mais de 5 meses, junto aos ex-secretários de Fazenda, Marcel Souza de Cursi, e da Casa Civil, Pedro Nadaf, acusados de envolvimento no mesmo esquema, investigado pela Operação Sodoma.

dvogado Valber Mello também pede revogação da prisão de Silval. Advogado de Marcel de Cursi também pediu liberdade ao ex-secretário, assim como de Pedro Nadaf. MP pediu vista aos três pedidos de soltura.

O ex-governador Silval Barbosa fez um grande apelo para a magistrada Selma, alegando que não teria mais poder político ou influência. Ele pediu revogação de sua prisão, a juíza recebeu o pedido.

Silval diz que não foi na CPI dos incentivos porque viu na imprensa que seria preso. “Vou me reservar em citar nome de qual jornal vi. Eles queriam fazer na AL, um troféu da minha cabeça, no ato da CPI. Eu fui para o escritório do meu advogado, eu não pensei em fugir. Não era justo, queriam me prender e promover um grande espetáculo. A senhora, doutora Selma me atendeu muito educadamente, e eu fui para o Corpo de Bombeiro apenas com um agente”. Ele conta que aproximadamente 16 viaturas, até helicóptero e outros foram colocados para ele depor na Defaz. “Se tem alguém que disse para eu não me apresentar, foram meus advogados para que não fizessem isso, colocar minha cabeça como troféu”.

Promotora questiona se ele tinha controle na liberação dos incetivos. A promotora pede para ele explicar como era aprovado. “A Sicme encaminhava para o Cedem e posteriormente para ser encaminhado para decreto em Diário Oficial”. Ele argumenta que só aumentou a burocracia , mas o processo era o mesmo.

Silval diz para promotora que está parecendo que ela não quer entender o processo. “Eu não assinava decreto de vistoria, eu segui a lei”.

Promotora Ana Cristina Bardusco pergunta sobre o decreto de autoria de lideranças partidárias. “Foi um equívoco esta denuncia. A AL aprovou que só o poder executivo poderia executar os incentivos”.
Eu regulamentei a lei, agora vou falar do decreto 1943. De minha autoria, objetivos e metas dos incentivos serão propostos pela Sicme e encaminhados ao Cedem para aprovação e posterior elaboração do decreto especifico. Promotora pergunta sobre o decreto 2691, que aparece várias empresas e entre elas a empresa de João Rosa.

Magistrada pergunta sobre o motivo dessas pessoas colocarem o nome dele no esquema. “Eu não sei, não tenho a mínima ideia, tomei conhecimento com a minha prisão”. Magistrada pergunta se ele tem bens fora do país, ele responde que não. E não teria nada além do declarado no imposto de renda. “Não tenho intensão de fugir de Mato Grosso, sair daqui. O apartamento em São Paulo é alugado”.
Juíza pergunta se ele tem dinheiro no Panamá ou Canadá, ele responde que não.

“Tem muita gente mal intencionada. Neste atual governo estão falando que estariam pedindo propina em nome do governador Taques para corromper algumas pessoas”. Ele mostrou algumas matérias de jornais e disse que mandava apurar todas as denúncias que chegavam até a ele.

Ele citou que Pedro Nadaf ou Chico Lima não participou de sua campanha. “Quero dizer que jamais tive com ele, todas as vezes que encontrei com ele foi em sindicatos jamais teve extorsão, nunca estive com João Rosa”. Ele cita que na denúncia não é verdadeira. O Rosa fala que disseram para ele, o Pedro nunca trabalhou na campanha. Eu nunca autorizei o Chico a pedir ou fazer algo”.

Silval alega inocência. “Foi público está no plano de governo meu que iria lutar muito para que a reforma tributária que está no Congresso acontecesse, sempre foi colocado que o Governo Federal. Sempre lutei para o setor empresarial”. Ele alega que jamais teve conversa sobre incentivos com João Rosa e não tem ideia sobre os fatos. Ele alega jamais ter recebido cheques e que jamais teve com o delator.

Magistrada pergunta para Silval se ele tem conhecimento da ação. Silval questiona a magistrada sobre as acusações. Selma lembra que ele é apontado na denúncia como chefe do esquema e praticou peculato, por desviar para si propinas de incentivos.

Com GD

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