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Exportação de carne bovina para o Japão pode ser retomada
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Exportação de carne bovina para o Japão pode ser retomada

by newsmtdezembro 10, 2014

A análise da documentação brasileira já está em fase final

O Japão pode suspender o embargo à carne bovina brasileira. O vice-ministro de Assuntos Internacionais do Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas do Japão, Hisao Harihara, sinalizou que o mercado para a carne bovina brasileira deve reabrir. A análise da documentação brasileira por parte do Ministério da Saúde japonês já está em fase final, de acordo com ele.

“Esta é a última etapa para retomarmos as negociações”, disse na tarde desta segunda-feira (8).

A notícia foi dada durante encontro com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, no 1º Diálogo Brasil – Japão sobre Agricultura e Gêneros Alimentícios, que acontece em São Paulo.

Para Geller, com essa notícia o Brasil fecha o ano com saldo positivo na ação que empreendeu para conquistar e reabrir mercados para a carne bovina brasileira. “Isso mostra a confiança dos parceiros na qualidade dos produtos brasileiros e no serviço de Vigilância Sanitária do nosso país”, afirmou o ministro.

Em 2014, cinco países retiraram embargo à carne bovina brasileira: Arábia Saudita, África do Sul, China, Egito e Irã.

Durante o evento, Geller e Harihara assinaram uma nota de intenções, com o objetivo de ampliar a parceria entre Brasil e Japão na área de agricultura, principalmente na área de infraestrutura e logística. “O principal é investir em modais ferroviários e rodoviários do Centro-Oeste do Brasil, que é referência mundial na produção de alimentos”, disse o ministro.

Mercado crescente

Segundo dados do Mapa, o Japão foi o 7º principal destino das exportações agrícolas brasileiras entre janeiro e novembro de 2014. O Brasil somou US$ 2,29 bilhões, o que representou 37,6% do total exportado pelo Brasil para o país.

As exportações agrícolas brasileiras passaram de US$ 817,36 milhões em 2003 para US$ 3,19 bilhões em 2013, o que representou crescimento de 14,6%, em média ao ano.

Fonte: Redação com G1

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