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Forças policiais chegam a garimpo ilegal em MT para fazer desocupação
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Forças policiais chegam a garimpo ilegal em MT para fazer desocupação

by newsmtnovembro 9, 2015

Pelo menos 150 policiais já estão na Serra da Borda, em Pontes e Lacerda.
Previsão é de que garimpeiros sejam retirados do local na quarta-feira (11).

Pelo menos 150 policiais federais, civis e militares chegaram à região da Serra da Borda, em Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá, durante o fim de semana. Eles devem atuar na desocupação do garimpo ilegal que funciona na região há quase três meses e que já atraiu sete mil pessoas em busca de ouro. Também se encontram no local agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Grupo Especializado de Fronteira (Gefron) e oficiais do Corpo de Bombeiros.

Segundo a polícia, a previsão é de que na quarta-feira (11) os agentes subam até o garimpo para retirar à força os últimos resistentes. Até essa data, os garimpeiros podem sair do local levando todo o maquinário usado, mas sem levar ouro algum consigo. A programação, no entanto, pode sofrer alterações.

Viaturas foram estacionadas em um posto localizado próximo à entrada do garimpo. (Foto: Renato Diniz/TVCA)Viaturas foram estacionadas em um posto localizado próximo ao garimpo. (Foto: Renato Diniz/TVCA)

 

Neste domingo (8), os policiais se reuniram em frente a um posto de combustível que funciona como ponto de parada antes do garimpo e fizeram um pequeno desfile pela cidade. A intenção é fazer com que, ao perceberem a quantidade de policiais e de viaturas no local, os últimos garimpeiros deixem a Serra da Borda voluntariamente.

De acordo com a polícia, a quantidade de garimpeiros que insiste em permanecer no local é menor do que o esperado. Na última quinta-feira (5), a PF informou ao G1 que cerca de 500 pessoas continuaram na região. Para impedir o acesso de novos aventureiros ao garimpo, a polícia inicia, ainda neste domingo, uma série de bloqueios na região.

Cerca de 80% dos garimpeiros já deixaram a Serra da Borda voluntariamente, segundo a PRF (Foto: Reprodução / TVCA)Mais de 6 mil garimpeiros já deixaram a região
voluntariamente (Foto: Reprodução / TVCA)

Prisões
Somente nesta semana, pelo menos duas pessoas foram presas na região por trabalharem no garimpo. Na última quinta-feira (5), um homem de 52 anos, natural de Porto Velho (RO), foi preso em flagrante pela PF durante uma abordagem no pé da serra, com 59 gramas de ouro que recebeu no local coo pagamento por bugigangas e mantimentos que vendia no garimpo. Na terça-feira (3), um outro garimpeiro, de 26 anos, foi preso por suspeito de extração ilegal de ouro. Com ele, foram apreendidas 60 gramas de ouro e R$ 6,8 mil em dinheiro.

Operação
Um vereador e cinco policiais civis e militares foram presos pela Polícia Federal (PF) na última sexta-feira (6) durante a operação “Corrida do Ouro”, desencadeada para desarticular uma quadrilha que seria responsável pela exploração do garimpo na Serra da Borda, controlando a área mediante extorsão.

Polícia Federal, Garimpo, Pontes e Lacerda, MT (Foto: Reprodução/TVCA)PF prendeu policiais envolvidos na exploração
ilegal da região (Foto: Reprodução/TVCA)

De acordo com a PF, um oficial da reserva da Polícia Militar é membro da quadrilha, quecontaria com jagunços armados para controlar as atividades na Serra da Borda como “gerentes”, segundo classificou o delegado Ronald da Silva de Miranda.

Garimpo ilegal
Há 23 dias, a Justiça Federal determinou o fechamento do garimpo porque o local estava funcionando sem a permissão do Departamento Nacional de Produção Mineral (DPNM).

Na decisão, assinada pelo juiz Francisco Antônio de Moura Júnior, o garimpo foi declarado ilegal e foi determinada a apreensão de todo o minério extraído ilegalmente e a retirada de todos os trabalhadores do local, inclusive com o uso de força policial, se fosse preciso.

Os garimpeiros pedem para que a extração seja legalizada e tem recolhido assinaturas para criar uma espécie de associação.

Muitos dos que estão na área são de Pontes e Lacerda e, conforme a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), são responsáveis por colocar em risco a água consumida na cidade. A Sema diz que essas pessoas têm levado a terra extraída para ser lavada em casa com mercúrio, metal tóxico que ajuda na separação do ouro e que pode causar doenças neurológicas graves. O mercúrio acaba escoado pelos ralos das casas e chega até a rede de abastecimento de água.

Fonte: Do G1 MT

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