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Fui enganado, diz Maggi sobre Dilma
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Fui enganado, diz Maggi sobre Dilma

by newsmtabril 30, 2015

Ao que indicam as declarações do senador Blairo Maggi (PR), feitas nesta quarta-feira (29), ele demonstra arrependimento em relação a sua posição política durante as eleições do ano passado. Defensor da continuidade do governo de Dilma Rousseff (PT), Maggi agora reavalia e diz que esteve errado ao apoiá-la, a contragosto de grande parte do eleitorado mato-grossense. E dispara, em tom de desabafo, que foi enganado pela petista. Para ele, as medidas fiscais da Presidência são “um calote”.

“Fui contra todos aqueles que não queriam a continuidade desse Governo, hoje eu vejo que estava errado. Politicamente, diferente de muitos, eu apoiei a presidente Dilma, subi em palanque, pedi voto, e fiz isso em nome dos projetos para o meu estado, que estavam saindo, e assim como muita gente se sente enganada, eu também me sinto”.

Ele lembrou que em Mato Grosso a oposição a Dilma obteve vitória nas urnas, apesar dos esforços feitos pelo seu grupo político para angariar votos à presidente. “Perdemos a eleição e eu fui contra a maioria do povo do meu Estado, que não queria mais a continuidade desse Governo. Mas, em nome dos projetos para Mato Grosso, eu fui lá e disse: Essa é a melhor opção. Hoje, vejo que quem estava errado era eu. Aqueles que foram contra mim estavam certos. Por isso me sinto na obrigação de reclamar”, lamentou.

As afirmações foram feitas ao ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, durante reunião da Comissão de Infraestrutura do Senado. O ministro apresentava os diágnósticos e os desafios do setor, quando Maggi cobrou o pagamento às empresasque já prestaram serviços de infraestrutura ao Governo.

Maggi voltou a criticar a postura do Governo frente ao arrocho fiscal para cumprimento da meta de superávit. Segundo o mato-grossense, não está sendo feita a contento, sob pena de comprometer diversos setores da economia.

“Em Mato Grosso, não tem condições de continuar como está. As empresas que lá estão já estão com dificuldades, e não porque receberão com atraso daqui pra frente, mas sim, por que já executaram parte das obras e simplesmente não receberam. O transtorno social e econômico é muito grande. É sob esse aspecto que tenho falado constantemente que o ministro Levy erra na mão, quando quer fazer o ajuste fiscal. Não discuto a necessidade em fazê-lo, mas, fazer sobre os projetos que nós temos pela frente. O Governo pode escolher o que lançar, ou não, mas, deixar de pagar os fornecedores que já executaram os serviços é calote, só tem esse nome. O Governo autorizou, mediu, processou e na hora de pagar não paga por que o ministro da fazenda está fazendo um superávit primário com dinheiro do passado?”, criticou Blairo.

Acuado, o ministro reconheceu a crise e assumiu que ainda não tem condições de pagar as empresas que já trabalharam em obras de infraestrutura no país.

“Eu nunca imaginava chegar no início de maio sem saber o que tenho de recursos. Não posso esconder o que está acontecendo no Brasil. Os telefonemas que tenho recebido nesses últimos quatro meses são por falta de pagamento às empresas. Tenho o maior prazer em retornar a essa Casa com dados. Enquanto eu não souber o que tenho no caixa, não vou poder pagar as empresas”, disse Rodrigues.

Fonte: Gazeta Digital

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