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Gás de cozinha terá reajuste a partir de setembro em MT
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Gás de cozinha terá reajuste a partir de setembro em MT

by newsmtagosto 23, 2014

Esse aumento gira em torno de 5 a 7%, o que faz o preço chegar a quase R$ 60 por botijão

O preço do gás de cozinha irá aumentar a partir da primeira semana de setembro em todo o país devido reajustes de distribuidoras e salários da categoria. Atualmente em Cuiabá um botijão que é vendido a R$ 50 poderá custar até R$ 60. 

De acordo com o assessor jurídico do Siregás (Sindicato das Revendedoras de Gás LP DE Mato Grosso), Eduardo Souza, esse aumento gira em torno de 5 a 7%, o que faz o preço chegar a quase R$ 60. 

“As companhias estão anunciando, em média, 6,5% de majoração, mas ainda tem o aumento próprio dos revendedores que também iniciaram as discussões salariais. Isso já na primeira quinzena se setembro”, disse. 

A justificativa do aumento é a data base do reajuste, mas segundo Souza, não existe um índice de aumento de preço. 

“Existe apenas uma solicitação e acordo entre as revendedoras de gás. Eles falam em 6,5% de aumento, mas vai chegar a 7% o reajuste”, explicou.

Atualmente, Mato Grosso é registrado como um dos três estados que tem o preço mais alto do gás de cozinha. Os motivos, divulgados por Souza é a distância para chegar o gás até aqui. 

“O consumidor reclama que o preço é alto, mas não analisa que temos que fazer o transporte de mais de dois dias de São Paulo aqui. Temos que enfrentar estradas ruins e ainda temos que lidar com revendedoras piratas. Em Mato Grosso custa R$ 50, mas em São Paulo que tem refinaria do lado vende a R$30. Lá sim é caro”, comentou. 

Perigo

De acordo com o assessor jurídico do sindicato, hoje em Mato Grosso existem aproximadamente 1.500 pontos de revenda regular, mas para cada comercio pirata existe 10 irregulares. 

“Fiscalização em Mato Grosso não existe. Apenas duas autoridades nos atendem, que é a Delegacia de Consumidor e Ministério Público do Consumidor. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) esteve aqui em 2011, o Corpo de Bombeiros só fiscaliza redes autorizadas. Enquanto isso clandestino estoca gás em fundo de quintal”, contou.

Para Eduardo Souza, por falta de fiscalização, consumidores saem perdendo com o produto e estão sujeitos a se tornarem vítimas de acidentes. 

“Hoje, na rua, tem muita gente vendendo botijão abaixo do peso e vencido, sem oferecer nota fiscal, e está acontecendo muito acidente com vazamento de gás. O consumidor tem que denunciar. Se não for fiscalizado, daqui a pouco teremos um acidente estilo a que aconteceu na Boate Kiss”.

MAX AGUIAR

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