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Geller diz que vai trabalhar para reaproximar Taques e Dilma

Geller diz que vai trabalhar para reaproximar Taques e Dilma

Ministro ainda disse que não saber se continua no cargo, no segundo mandato

O ministro da Agricultura, Neri Geller (PMDB), disse acreditar que Mato Grosso não será prejudicado pelo forte oposicionismo do governador eleito Pedro Taques (PDT) à gestão da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT).

Em visita a Cuiabá para comemorar a vitória em segundo turno da petista, na segunda-feira (27), Geller afirmou que irá trabalhar para a “reaproximação” de Taques e Dilma.

“Tanto eu quanto os senadores Wellington e Blairo podemos ajudar e vamos ajudar. Eu, particularmente, gosto do Pedro Taques, não tenho absolutamente nada contra ele. E se for necessário fazer esse elo cada vez que formos chamados, estaremos à disposição, e vamos trabalhar nesse sentido”, afirmou.

O ministro observou que os repasses de recursos ao Estado são “constitucionais”, e que a presidente reeleita não irá retaliar no caso de governadores de oposição ao seu Governo.

“O governador eleito tem todas as condições de fazer um bom trabalho no Estado. Ele próprio já lembrou que os repasses ao Estado são constitucionais. E a democracia é exatamente isso: é o espaço para o contraditório. A Dilma vai ter essa sensibilidade com o Estado porque tem compromisso”, disse.

Geller acredita em um cenário favorável para os primeiros anos da gestão de Taques.

“Estamos avançando em diversos setores, principalmente na economia. Se conseguirmos resolver os gargalos de logística, com certeza, a indústria virá cada vez mais forte para o Estado. Um exemplo disso é que estamos com uma forte expectativa de abertura de novos mercados para proteína animal que vai ajudar a impulsionar a nossa”, disse.

Continuidade

Neri Geller disse ainda que não quer criar “expectativas” com relação à sua possível continuidade no Ministério da Agricultura.

Segundo o peemedebista, há a possibilidade de mudanças no quadro político da próxima gestão da presidente. Ele, no entanto, diz ter todas as condições de continuar.

“A minha permanência no ministério é muito tranquila, vou deixar acontecer. Se for para ficar, irei ficar. Mas, se for para terminar o mandato até o final do ano, irei terminar. Sei que tem toda uma composição política, um reagrupamento das forças nacionais, mas posso assegurar que estou tranquilo e que tenho condições, sim, de permanecer”, afirmou.

Para Geller, o seu mandato de menos de um ano foi pautado pelo próprio setor.

“As ações do Ministério da Agricultura foram todas pautadas sempre pelo setor. Tanto o do Estado, quanto o de todo o Brasil. Conseguimos avançar fazendo a regularização do código florestal, Plano Safra, aumento de recursos, implantação de um programa de armazenagem, a questão da logística. Então, muitas coisas estão acontecendo e nós participamos de tudo isso”, disse.

DOUGLAS TRIELLI/MIDIA NEWS

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