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HABEAS CORPUS: Julgamento de Silval Barbosa e Marcel de Cursi é adiado
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HABEAS CORPUS: Julgamento de Silval Barbosa e Marcel de Cursi é adiado

by newsmtoutubro 28, 2015

Desembargador Pedro Sakamoto, que pediu vistas, está doente; TJ julga HC de Pedro Nadaf

O julgamento do mérito dos habeas corpus que visam à soltura do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e do ex-secretário de Estado de Fazenda, Marcel de Cursi, que ocorreria na tarde desta quarta-feira (28), foi adiado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Eles estão presos desde setembro,em decorrência da Operação Sodoma, que investiga suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro, por meio de cobrança de propina para a concessão de incentivos fiscais pelo Prodeic (Programa de Desenvolvimento Econômico e Industrial de Mato Grosso).

No caso de Silval Barbosa, o adiamento ocorreu porque o desembargador Pedro Sakamoto, da 2ª Câmara Criminal, não poderá comparecer à sessão, em razão de problemas de saúde.

Sakamoto havia pedido vistas, na sessão realizada na semana passada, para analisar melhor o caso.

Na ocasião, o relator do habeas corpus, desembargador Alberto Ferreira, votou por manter o ex-governador preso, no Centro de Custódia de Cuiabá.

Já o adiamento em relação ao habeas corpus de Marcel de Cursi atendeu a um pedido do próprio advogado do ex-secretário, Hélio Nishiyama.

Porém, a 2ª Câmara Criminal deverá julgar o pedido de liberdade do ex-secretário de Indústria, Comércio e Casa Civil, Pedro Nadaf, que também foi preso na operação.

Ambos já tiveram os respectivos pedidos de soltura negados, em caráter liminar (provisório), pelo Tribunal de Justiça.

Silval Barbosa também já teve pedidos de habeas corpus negados liminarmente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).

Da mesma forma,. Nadaf também não conseguiu a soltura junto ao STJ, na semana passada.

A operação

A Operação Sodoma é derivada da delação feita pelo empresário João Batista Rosa ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

Em seus depoimentos, o empresário afirmou que foi obrigado a abrir mão de um crédito de R$ 2,5 milhões e teve que pagar propina ao grupo criminoso para ter suas empresas incluídas no Prodeic, programa que concede incentivos fiscais.

Além deles, também foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE): Francisco Andrade de Lima Filho, o “Chico Lima”, procurador aposentado do Estado; Sílvio Cézar Corrêa Araújo, ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa; e Karla Cecília de Oliveira Cintra, ex-secretária de Nadaf na Fecomércio.

FONTE: LUCAS RODRIGUES DO MIDIAJUR

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