Você está lendo:
Janaina diz que ficou "surpresa" e "aliviada" com decisão
0

Janaina diz que ficou "surpresa" e "aliviada" com decisão

by newsmtjunho 23, 2015

STF concedeu liberdade ao ex-deputado José Riva no final da tarde desta terça-feira (23)

A deputada estadual Janaina Riva (PSD) disse ter visto com “surpresa e aliviada” a decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu, na tarde desta terça-feira (23), liberdade ao ex-deputado estadual José Riva (PSD).

“Fiquei surpresa e aliviada, não esperava que essa decisão saísse agora, até pelo tipo de recurso, que era regimental. Eu achava que tinha alguma chance de soltura, mas por meio da liminar que nós havíamos impetrado um habeas corpus. Eu achava que ele só voltaria pra casa após o recesso do STF”, afirmou.

“Achei que ainda demoraria mais uns 50 dias para tê-lo novamente em casa”, completou.

“Achei que ainda demoraria mais uns 50 dias para tê-lo novamente em casa”

A deputada participava de reunião do colégio de Líderes na Assembleia Legislativa, no momento em que foi informada da decisão que concedeu liberdade a seu pai, que está preso desde o dia 21 de fevereiro, no Centro de Ressocialização de Cuiabá.

“Não foi uma decisão fácil. A gente viu que houve um empate. Nós tínhamos certeza que essa liberdade seria algo difícil”, disse a parlamentar, logo após deixar a reunião do colegiado.

Defesa

De acordo com a deputada, Riva terá, agora, mais tranquilidade para trabalhar em sua defesa. Isso porque, segundo ela, na prisão era difícil para Riva se recordar de fatos ocorridos entre os anos de 2005 e 2009 e que constam na denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPE).

“A partir de agora, ele terá mais tranquilidade para analisar os fatos com mais frieza. Mesmo porque, dentro de uma cadeia, até pra ele se ajudar é mais difícil. Como conseguir lembrar-se de fatos que ocorreram em 2005? É difícil”, afirmou.

“Apesar de ainda não haver uma sentença, meu pai já estava condenado. Dava pra ver isso claramente nas declarações da magistrada”

A deputada também criticou a postura da juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane que, o entendimento de Janaina, já havia condenado o ex-deputado.

“Apesar de ainda não haver uma sentença, meu pai já estava condenado. Dava pra ver isso claramente nas declarações da magistrada”, afirmou.

“Prisão injusta”

Ainda no entendimento de Janaina, a prisão preventiva do ex-deputado já não tinha mais sentido, tendo em vista o fato de que todas as testemunhas de acusação na ação penal em que Riva figura como réu já haviam sido ouvidas pela magistrada.

“Não vejo como a soltura dele poderia prejudicar alguma coisa, já que todas as testemunhas de acusação já prestaram depoimento e os documentos já foram apreendidos. Então, nada justificava essa prisão e é justamente nesses pontos que a nossa defesa se baseou”, disse.

“Ele estava preso de forma injusta. Ele não pode ser considerado um preso de alta periculosidade, não corria risco assassinar ou abusar alguém, tampouco oferecia risco ao processo”, completou.

Agora, de acordo com ela, seu pai poderá “provar sua inocência amparado por toda a família”.

“Operação Imperador”

Riva é acusado de ter liderado um esquema que desviou mais de R$ 62 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa, por meio de empresas fornecedoras de materiais do Legislativo.

Ele foi preso em sua casa, no dia 21 de fevereiro, em decorrência da “Operação Imperador”, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual.

“Ele estava preso de forma injusta. Ele não pode ser considerado um preso de alta periculosidade, não corria risco assassinar ou abusar alguém, tampouco oferecia risco ao processo”

Além de Riva, foram denunciados na ação a sua esposa, Janete Riva, servidores públicos e empresários.

São eles: Djalma Ermenegildo, Edson José Menezes, Manoel Theodoro dos Santos, Djan da Luz Clivatti, Elias Abrão Nassarden Junior, Jean Carlo Leite Nassarden, Leonardo Maia Pinheiro, Elias Abrão Nassarden, Tarcila Maria da Silva Guedes, Clarice Pereira Leite Nassarden, Celi Izabel de Jesus, Luzimar Ribeiro Borges e Jeanny Laura Leite Nassarden.

A ação foi desmembrada pela juíza Selma Arruda em abril e Riva responde em processo separado dos demais réus.

Fonte: CAMILA RIBEIRO/MÍDIA NEWS
About The Author
newsmt

Tem algo a dizer sobre essa matéria?