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LAVA JATO: Advogado garante provas que comprovam delação de Pedro Corrêa

LAVA JATO: Advogado garante provas que comprovam delação de Pedro Corrêa

A defesa do ex-deputado e ex-presidente do Partido Progressista, Pedro Corrêa, garante que a delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) não se baseará apenas em acusações. O conteúdo da delação ainda permanece sob segredo de justiça e é fruto de um acordo entre o réu e o Ministério Público Federal. O relator da Lava Jato no Supremo, ministro Edson Fachin, homologou nesta semana a delação de Corrêa. Ele já havia sido condenado por corrupção no caso do Mensalão, no governo do PT.
A base desse acordo prevê a redução de pena em troca de o ex-parlamentar entregar tudo o que sabe sobre o esquema de corrupção da Petrobras. A delação foi enviada por Fachin à Procuradoria Geral da República. Caberá à PGR, agora, pedir a quebra do sigilo, caso ache necessário.
Decidirá também se incluirá alguns pontos da delação em investigações em andamento pela Lava Janto.
A delação de Pedro Corrêa é uma das maiores da Lava Jato, com diversos anexos e temas de relações propostas. Em outubro do ano passado, o então relator da Lava Jato, Teori Zavascki, devolveu o acordo para ajustes. As alterações se referiam ao conteúdo do depoimento do ex-deputado. O acordo voltou ao Supremo, já que a delação cita diversos políticos com foro privilegiado.
Advogado e primo do ex-deputado, Clóvis Corrêa garante que as delações estão acompanhadas de provas que comprovem a veracidade das acusações.
“Ele apenas não usou desse expediente de gravar as coisas porque nunca passou pela cabeça adotar uma linha dessa ordem, mas ele tem muitas informações que vão contribuir significativamente para o aparecimento da verdade”
Pedro Corrêa foi preso pela Lava Jato em 10 de abril de 2015, alvo da fase batizada de A Origem. O nome era uma referência à lavagem de dinheiro do mensalão envolvendo o ex-deputado do PP José Janene, morto em 2010. A ação foi o ponto de partida das apurações de corrupção na Petrobrás. A delação de Corrêa foi assinada com a PGR em março de 2016.