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Lúdio Cabral abre sigilo bancário e desafia Pedro Taques a fazer o mesmo

Lúdio Cabral abre sigilo bancário e desafia Pedro Taques a fazer o mesmo

Candidato ao Senado da coligação, Fagundes também colocou sigilo à disposição

 

Os candidatos a governador e a senador pelo grupo situacionista, Lúdio Cabral (PT) e Wellington Fagundes (PR), respectivamente, colocaram à disposição seus sigilos bancário e fiscal.

A psicóloga Ana Regina Cabral, esposa de Lúdio, a dentista Mariene de Abreu Fagundes, esposa de Wellington e seus filhos, Diógenes de Abreu Fagundes e João Antônio de Abreu Fagundes, também protocolaram o mesmo pedido, na manhã desta quinta-feira (11), no 1° Tabelionato de Cuiabá.

“Nós, na condição de homens públicos, não temos o que esconder. E uma das formas de materializar isso é disponibilizar o nosso sigilo bancário e fiscal, e também o de nossas esposas, para que qualquer cidadão tenha condições de acessar esses dados e avaliar a nossa trajetória”, afirmou Lúdio.

Segundo o candidato do PT afirmou que a quebra de sigilo é um efeito da Operação Ararath, deflagrada em 2013, pela Polícia Federal, e que visa desbaratar uma suposta quadrilha que atuava na lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro.

“Esse é um tema central da campanha, especialmente depois da Ararath, que é uma operação que ainda está em curso. Há suspeita de envolvimento de candidatos a governador e nós estamos dando uma demonstração de que não temos o nome envolvido em nenhum tipo de escândalo”, disse.

Sem citar nomes, mas mandando um recado ao também candidato Pedro Taques (PDT), Lúdio afirmou que adversários que se colocam como “moralistas” devem ser os primeiros a também divulgar o sigilo.

Tony Ribeiro/MidiaNews

Wellington e Lúdio assinam documento e colocam sigilo bancário à disposição dos eleitores

“Espero, sinceramente, que todos os outros candidatos façam isso. Especialmente aqueles que posam de moralistas e fazem discurso de transparência e honestidade. Que venham até o cartório e tragam a declaração pedindo a quebra do sigilo bancário do candidato e esposa”, disse.

“Só assim a população terá tranquilidade para escolher o próximo governador e não correr o risco de escolher um governador que esteja envolvido com a Ararath ou coisas mal feitas”, afirmou.

Os dados que estarão disponíveis são referentes as movimentações dos últimos cinco anos da Pessoa Física.

“Obrigação”

Diferente de Lúdio, que desafiou os adversários a fazer o mesmo, o deputado federal Wellington Fagundes disse, apenas, que fez sua obrigação.

“Não estou desafiando ninguém. Estou colocando que meu sigilo está aberto para qualquer cidadão que queria averiguar. Homem público não pode ter medo de investigação, ele tem a obrigação de ter toda a sua vida aberta”, disse.

O parlamentar afirmou que defende, também, a queda do foro privilegiado e da “familiocracia”.

“Sempre defendi a quebra do sigilo e, também, a queda do foro privilegiado. Outra, na minha família não tem ninguém que exerce cargo público. Porque sempre defendi que não deveria ter familiocracia, tenho família grande e mesmo tendo muitos mandatos, sempre fiz questão de não transformar minha vida numa familiocracia”, afirmou.

 

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