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Lúdio é escolhido candidato da base governista e promete: “Vou desmascarar Taques
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Lúdio é escolhido candidato da base governista e promete: “Vou desmascarar Taques

by newsmtjunho 25, 2014

“Se quisermos disputar alguma coisa, o nome tem que ser Lúdio Cabral”. A afirmação foi feita nos últimos dias pelo governador Silval Barbosa há pelo menos dois interlocutores das articulações da base aliada do Governo para as eleições de outubro. E funcionou com uma espécie de aval do chefe do Executivo para definição da chapa majoritária liderada pelo ex-vereador do PT, confirmada nesta quarta-feira, 25. Dentro do grupo, também disputavam a indicação o vice governador Chico Daltro, do PSD, e o ex-juiz Julier Sebastião da Silva, do PMDB.

Além do candidato ao Governo, ficou definido que o vice será Rogério Ferrarini, do PMDB, que, a exemplo de Ludio, disputou – e perdeu – a eleição a Prefeitura de Lucas do Rio Verde em 2012. A base aliada ainda terá como candidato ao Senado o deputado federal Wellington Fagundes, do Partido da República.

A definição do nome de Lúdio ao Governo aconteceu em reunião liderada pelo deputado federal Carlos Bezerra, presidente do PMDB no Estado, e que teve a presença de representantes do PT e do PR. Porém, já estava sacramentada desde a tarde de terça-feira, 24. O anunciou acabou sendo adiado em função da resistência do próprio Julier, que seguiu com articulações internas com siglas aliadas para conquistar a condição de candidato.

Ainda não se sabe se o ex magistrado disputará a eleição – situação que deve ser definida durante a convenção da sigla, na próxima sexta-feira, na sede da Associação Matogrossense dos Municípios. Quando deixou a ‘toga’ para ingressar na política, Julier anunciou que seu desejo era exclusivamente ser candidato ao Governo do Estado.

Pesou na decisão, fundamentalmente, o desempenho do petista nas pesquisas sobre a preferência do eleitorado. Hoje, Ludio é o nome mais forte para enfrentar o candidato da oposição, Pedro Taques, do PDT – que praticamente definiu sua chapa, com Jayme Campos, do Democratas, como candidato ao Senado Federal, e Carlos Favaro, presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) como vice.

Há meses, Ludio vem percorrendo o Estado para mostrar sua plataforma de Governo aos aliados políticos. Nos encontros, ele tem deixado como que, uma vez escolhido como candidato ao Governo, iria ‘desmascarar’ seu principal adversário, no caso, Taques, a apresentar um projeto de desenvolvimento para o Estado. “Vou desmascará-lo e provar que ele não tem mais que falácia” – disse em reuniões com aliados.

A decisão também coloca o PSD fora da aliança governista. Mas, ainda não se constitui em ‘racha’. O deputado José Riva, principal expoente da sigla, já havia manifestado em discussões internas que a prioridade dos social-democratas era de construir uma chapa que pudesse eleger um maior número de candidatos a deputado federal e estadual. E que caso participasse da chapa majoritária da base aliada, não coligaria nas chamadas proporcionais – o que foi rejeitado pela maioria.

Nesta quarta-feira, 25, dezenas de prefeitos anunciaram pela manhã, durante reunião na Assembléia Legislativa, apoio ao nome do próprio Riva como candidato ao Governo do Estado. A medida foi interpretada como uma espécie de “rastro de pólvora”. Internamente, o PSD articula lançar o nome do empresário rural Rui Prado, presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso (Famato), ao Governo. A sigla ainda tenta atrair outros aliados, como PTB da ex-senadora Serys Slhessarenko.

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