Você está lendo:
Macacos doentes ou mortos são os primeiros alertas sobre circulação da Febre Amarela em áreas rurais
0

Macacos doentes ou mortos são os primeiros alertas sobre circulação da Febre Amarela em áreas rurais

by Radio Tangarájaneiro 19, 2017
Os casos de pessoas contaminadas pela Febre Amarela em Minas Gerais e em outros estados brasileiros preocupa as autoridades da área da saúde. Os casos registrados ocorreram em áreas rurais, onde circula o mosquito que transmite a Febre Amarela Silvestre, como explica a bióloga Marcia Chame, Coordenadora de Biodiversidade e Saúde Silvestre da FIOCRUZ, no Rio de Janeiro:
Marcia Chame, Coordenadora de Biodiversidade e Saúde Silvestre da FIOCRUZ
 
“É a febre amarela  que circula na floresta, nos ambientes naturais, nas espécies de macacos que andam nesses lugares, então esse é um vírus que está ali no seu ambiente natural e que em algumas situações eles chegam nas bordas dessas florestas e acabam então sendo transmitidos por mosquitos para o homem, que está ali na zona rural ou também para pessoas que adentram na mata…”
 
O vírus da febre amarela faz parte de algumas espécies de macacos que transmitem a doença  para outras  espécies através do mosquito, como explica a Coordenadora de Biodiversidade e Saúde Silvestre da FIOCRUZ, Márcia Chame:
 
Marcia Chame, Coordenadora de Biodiversidade e Saúde Silvestre da FIOCRUZ
 
“O vírus da febre amarela pode circular em diversos tipos de primatas, mas a gente sabe que o bugio, que em alguns lugares chamam de bugio, outros de roncador, outros de guariba, esse macaco é extremamente sensível assim como os humanos à febre amarela.”
 
Se um macaco aparecer doente ou morto  é importante não tocar no animal e informar a vigilância sanitária da região para que sejam tomadas providências, como a vacinação para a população. São os macacos que dão o primeiro alerta de que o mosquito que transmite a febre amarela  está circulando perto das pessoas que habitam o lugar:
 
Marcia Chame, Coordenadora de Biodiversidade e Saúde Silvestre da FIOCRUZ
 
“A gente já teve casos acontecendo em Goiás, no Tocantins esse ano, mas a gente já teve esse surto anterior de 2001, 2003 nessa mesma região que está acontecendo em Minas. Em 2009 a gente teve um surto muito importante no Rio Grande do Sul.”
 
Márcia Chame que coordena a área de Biodiversidade e Saúde Silvestre da Fiocruz e pesquisa os ciclos da Febre Amarela deixa um alerta de que a doença chega aos seres humanos quando acontece um desequilíbrio ambiental:
Marcia Chame, Coordenadora de Biodiversidade e Saúde Silvestre da FIOCRUZ
“A gente vem observando que a maior parte dos surtos acontecem nos ambientes onde as matas são muito pequenas e isso é importante de observar porque nas áreas grandes onde os macacos tem alimento, espaço, normalmente esse ciclo não sai do ambiente silvestre para a área rural. Isso é a ação humana que acaba criando esse espaço pra que o mosquito saia desse ciclo natural e venha buscar sangue humano pra se alimentar e com isso ele transmite o vírus para as pessoas.”
 
Entender que os macacos não são nossos inimigos, não tocar em um animal morto ou doente e avisar o sistema de saúde se isso ocorrer. Além de tomar a vacina de febre amarela que é gratuita nos postos de saúde.
 
Para mais informações, acesse o site do Ministério da Saúde: saude.gov.br.
About The Author
Radio Tangará