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Mato Grosso perde 9,5 mil postos de trabalho
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Mato Grosso perde 9,5 mil postos de trabalho

by newsmtsetembro 12, 2014

Mato Grosso perdeu cerca de 9,5 mil empregos no intervalo de um ano, mantendo a curva de retração iniciada em 2012. Conforme dados do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados nesta quinta-feira (11), nos 8 primeiros meses deste ano, o saldo de vagas no mercado de trabalho formal mato-grossense foi de 26,841 mil, contra os 36,309 mil registrados em igual período de 2013. No acumulado de 2012 a situação era melhor, com 46,796 mil vagas criadas no Estado.

A queda na geração de emprego no setor comercial chega a 87%. No acumulado de 2013, os comerciantes criaram 3,271 mil novos postos de trabalho. Já este ano, também de janeiro a agosto, o saldo foi de 422. O lojista e presidente da Associação dos Comerciantes do Centro Histórico de Cuiabá, João Batista Marcos de Abreu, acredita que esta variação aconteceu em parte por causa do fenômeno Copa do Mundo. Com boas expectativas de lucro, os empresários se prepararam investindo e contratando no ano passado.

Passado o Mundial, os comerciantes não viram os efeitos do megaevento no caixa dos estabelecimentos e decidiram conter as despesas porque o dinheiro também ficou mais caro “na praça” com as altas consecutivas da Selic. Segundo Abreu, as incertezas de um ano eleitoral e a falta de mão de obra qualificada também pesaram na tomada de decisão. Entretanto, o presidente frisa que o setor volta a aquecer e contratar a partir de outubro, com as vendas de fim de ano.

Alta – Com expansão de 27,6%, a agropecuária foi o único setor produtivo que registrou crescimento na soma dos 2 quadrimestres de 2014, saltando de 7,463 mil em 2013, para 9,529 mil este ano.

Agosto – O baixo saldo de empregos no mês passado, menor desde 2006, contribuiu para a retração registrada no acumulado de 2014. Aproximadamente 38,5 mil trabalhadores foram contratados e outros 37,431 mil desligados, gerando 1,161 mil novos postos em agosto. Este valor é 60% inferior ao resultado do mesmo mês de 2013, quando o saldo alcançou 2,904 mil. Para se ter uma ideia do recuo, a construção civil, que gerou 1,081 mil postos em agosto de 2013, fechou o mês passado com 110 vagas criadas.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Cuiabá e Municípios (SINTRAICCCM), Joaquim Dias Santana, estes números surgem de um cenário diferente do que muitas pessoas podem estar imaginado. A estagnação das estatísticas ocorre pela falta de trabalhadores, tanto na construção leve quanto pesada. “Nós não estamos com mão de obra sobrando. Emprego tem demais. O que não temos é trabalhadores para preencher as vagas e aumentar esses números”, afirma Santana, que tem notado situação semelhante em diferentes municípios que tem percorrido.

Conforme Santana, a conclusão das obras da Copa não está impactando na oferta de emprego porque as pessoas estão migrando para outras atividades.

Evania Costa, repórter de A Gazeta

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