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Ministro alega não ser corrupto e pede que deputados visitem assentamento
dezembro 3, 2014 Destaques

Na Câmara dos Deputados, o ministro da Agricultura Neri Geller alegou não ser corrupto e sugeriu que os parlamentares, nesta quarta-feira (3) que formem uma comissão para viajar a Mato Grosso e ir até os assentamentos localizados em Itanhangá eTapurah, a 447 km e 414 km de Cuiabá, que teriam sido apropriados de forma ilegal por empresários e agricultores, alvos da Operação Terra Prometida, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada.

Ele chorou durante depoimento e disse que não é corrupto, nunca foi e nem vai ser. “O que eu não sou, nunca fui e nem vou ser, se Deus quiser, é malandro”, afirmou o ministro. Ele negou participação em atos denunciados e enfatizou que não poderia ser investigado pela Polícia Federal e não foi.

Geller reclamou que está sendo achincalhado injustamente e que não possui nenhum lote. “Eu, como ministro, saio na mídia como quadrilheiro, como líder de um grupo organizado. Afirmo categoricamente para cada um de vocês: eu nunca tive um lote”, declarou, durante o discurso. Além disso, contou que o irmão mais velho mora em um assentamento e que a mãe dele vive lá

Os irmãos de Neri Geller estão presos em Cuiabá há quase uma semana. Os agricultores Milton e Odair Geller encontram-se no Centro de Custódia da capital junto com alguns dos outros 34 presos durante a operação realizada para combater crimes de compra e venda ilegal de terras destinadas à reforma agrária. As áreas eram adquiridas após supostas ameaças a famílias beneficiadas com as terras. Ao todo, a Justiça mandou prender 52 pessoas, mas algumas delas encontram-se foragidas.

De acordo com o ministro, Milton mora de aluguel e o outro irmão, Odair, tem uma empresa de pré-moldados. Conforme a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), os irmãos do ministro Neri Geller fariam parte de um dos núcleos de articulação da suposta quadrilha de exploração ilegal de terras para reforma agrária.

Ele comentou sobre as prisões e o fato de ele ter sido citado no inquérito da Polícia Federal, porém, tinha ido até a Câmara Federal para explicar sobre a decisão de transferir o controle de vacinas de febre aftosa de um laboratório do Rio Grande do Sul para o de Minas Gerais. Geller tinha sido convocado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Casa de Leis.

Mas, na ocasião, declarou que não teme investigação, apenas que não considera justo denúncias anônimas e ser citado de forma “vaga“. “Posso ser investigado, mas não quero ser achincalhado e não vou ser. Eu não sou corrupto. Por isso, estou pedindo que façam uma comissão, convoquem a Polícia Federal, vão lá ao assentamento. É importante, o Congresso tem que fazer isso. Não é justo, não é certo”, afirmou, conforme informação divulgada pela assessoria da Câmara dos Deputados.

A operação Terra Prometida foi realizada para combater crimes de corrupção, fraudes, invasão de terras públicas e crimes ambientais. A quadrilha investigada se articulava em quatro núcleos, sendo o primeiro formado por fazendeiros e empresários que direcionavam as ações do grupo, segundo inquérito do MPF.

Fonte: G1MT

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