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MP investiga precariedade do curso de Medicina da Unemat
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MP investiga precariedade do curso de Medicina da Unemat

by newsmtagosto 16, 2014

Alunos entraram em greve na última quarta-feira e fazem protestos em Cáceres

O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou inquérito civil para apurar a atual estrutura oferecida pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) aos estudantes do curso de Medicina, que passou a ser ofertado pela instituição no segundo semestre de 2012.

Alvo de reclamações constantes por parte dos discentes, que até mesmo entraram em greve na última quarta-feira (13), o curso apresentaria supostas irregularidades, como déficit de professores, falta de salas de aulas e laboratórios específicos para o curso.

Em maio de 2013, pouco antes da situação precária do curso virar assunto da imprensa nacional, o promotor de Justiça do Município, Kledson Dionysio de Oliveira, instaurou um procedimento preliminar para apurar as denúncias feitas pelos estudantes.

Divulgação

Estudantes protestam em obras “abandonadas do bloco que daria lugar ao laboratório do curso

Por meio de assessoria, ele confirmou aoMidiaNews que um inquérito foi aberto e que a fase atual é destinada à análise das provas colhidas para saber se as investigações irão culminar no oferecimento de denúncia à Justiça.

Protestos


Nesta sexta-feira (15), cerca de 100 alunos do curso de Medicina se concentraram para discutir os rumos do movimento grevista, e seguem em protesto em frente à reitoria durante à tarde.

Na quinta-feira (14), eles fizeram um protesto na área vazia que deveria abrigar a sede do bloco de medicina, bem como na construção – que eles alegam estarem abandonadas – do prédio que abrigaria o Laboratório de Anatomia, Histologia, Patologia e Habilidades Médicas do curso.

Divulgação

Estudantes fazem protestos em Cáceres desde a última quarta-feira (13)

Em nota publicada no blog oficial do manifesto, os estudantes do 5º semestre do curso, que lideram a greve, afirmam que não irão retornar às aulas enquanto não forem cumpridos, de forma imediata, as seguintes reivindicações: qualificação de todos os professores para a metodologia PBL e educação continuada; docentes com requisitos mínimos para cumprimento de carga horária; contratação de recursos humanos administrativos; disponibilização na biblioteca de bibliografia mínima recomendada; e regularização de convênios com instituições de saúde e prefeitura.

Outras reivindicações imediatas são a aquisição de peças anatômicas humanas; cumprimento e reposição de aulas; apresentação de projeto pedagógico completo e coerente e entrega e seguimento de plano de ensino; disponibilização de identificação estudantil para atividades práticas; oferta de vacinas para estudantes; revisão de critérios para seleção de vagas remanescentes; criação da Faculdade de Ciências Médicas e oficialização do Hospital Universitário.

Os alunos também requerem o acesso à base de dados acadêmicos e periódicos na área de Saúde; disponibilização de internet wi-fi na Cidade Universitária e a construção de Biotério.

Eles exigem, ainda, a construção do bloco do Curso de Medicina e do Restaurante Universitário dentro de até 90 dias, bem como a disponibilização de transporte coletivo entre os campi de Cáceres.

LISLAINE DOS ANJOS

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