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Mulher arrastada pelo cabelo relata momentos de pânico:
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Mulher arrastada pelo cabelo relata momentos de pânico:

by Radio Tangaráagosto 3, 2016
Cabeleireira de 34 anos está hospitalizada e não há prazo para que receba alta; ela pede punição.

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A cabeleireira D.M., de 34 anos, viveu momentos de pânico durante a madrugada do último sábado (30), em Lucas do Rio Verde (a 354 quilômetros de Cuiabá). Ela afirma que pensou que iria morrer, enquanto era arrastada pelos cabelos por uma mulher em um carro.

A vítima mora em Sorriso (a 420 quilômetros de Cuiabá) e estava em frente a uma boate, quando foi alvo do crime. D.M., que pediu para não ter o nome completo divulgado, foi carregada por cerca de 100 metros.

Ela conta que decidiu ir para boate do outro município com o objetivo de se divertir com amigos. Ao sair da casa noturna, teria encontrado um ex-namorado, que estava em uma caminhonete. Ela aproximou-se dele e os dois teriam iniciado uma conversa.

Enquanto conversava com o homem, duas mulheres, que seriam desconhecidas da vítima, teriam saído da boate e começaram a proferir xingamentos contra o ex-namorado da vítima.

“Elas começaram a xingá-lo, mas eu não sei o porquê nem o que elas diziam, porque não dava para entender muita coisa. Acredito que elas estavam bêbadas”, lembra.

As duas mulheres teriam ido buscar o carro, estacionado próximo à boate. D.M. relata que estava encostada na porta do motorista da caminhonete do ex, quando o automóvel das duas mulheres se aproximou.

“Eu achei que elas tivessem xingado e ido embora. Por isso continuei conversando normalmente. Mas, de repente, eu percebi uma mão puxando o meu cabelo com muita força”, lembra.

O veículo das duas mulheres teria saído em disparada, enquanto a mulher que estava no banco do passageiro puxava a vítima pelo cabelo e a arrastava pela rua.

Cerca de 100 metros à frente, D.M. foi jogada em uma rua nas proximidades da boate e a motorista acelerou o veículo para que pudesse fugir, junto com a mulher que a acompanhava.

“Quando ela me jogou no chão, eu bati a cabeça no asfalto. Me lembro que só pensava que iria morrer. Eu estava muito dolorida e a todo o momento eu perdia a consciência e depois voltava a ter os meus sentidos”, explica.

A cabeleireira foi encaminhada a um hospital de Lucas do Rio Verde e conta que recebeu um atendimento rápido e logo foi liberada.

“Fizeram curativos em mim e me mandaram para casa. Quando saí do hospital, comecei a passar mal, tive uma parada respiratória e tive que ser internada”.

D.M. está hospitalizada há três dias em um hospital de Lucas. Ela quebrou duas costelas e teve lesões pelo corpo. Segundo a mulher, não há prazo para alta hospitalar.

“Eu não sei por quanto tempo ainda ficarei internada, mas sei que terei de ficar de repouso durante três meses, por conta das costelas quebradas. A minha situação está muito ruim, porque estou dependendo sempre da ajuda de alguém para fazer algo”, diz.

Suspeitas do crime

Segundo D.M., as duas mulheres que teriam a arrastado foram identificadas. A vítima registrou denúncia contra elas e a Polícia Civil iniciou investigações sobre o caso.

“Eu já fiz a denúncia e hoje irei fazer exame de corpo e delito, para comprovar que sofri diversas lesões”, diz.

Em relação às mulheres que teriam praticado o crime, a cabeleireira informa que nunca tinha visto nenhuma delas e não sabe o porquê de ter sido arrastada.

Ao contrário do relato que consta no boletim de ocorrência, ela afirma que não chegou a discutir com as mulheres.

“Eu nunca discuti com elas, somente percebi que elas estavam xingando o meu ex, mas não dei importância porque elas não disseram nada para mim. Eu realmente não sei o motivo de elas terem feito isso”, afirma.

D.M. declara que espera que as mulheres que a arrastaram sejam punidas pelo crime.

“Eu espero que a justiça seja feita, porque eu saí da minha cidade somente para me divertir e agora estou internada, precisando de cuidados para fazer tarefas simples”, lamenta.

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