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NA ASSEMBLEIA: Em CPI, deputados questionam e Silval permanece calado
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NA ASSEMBLEIA: Em CPI, deputados questionam e Silval permanece calado

by newsmtoutubro 7, 2015

Silval Barbosa é acusado de liderar esquema de propina no Prodeic

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB), preso desde o último dia 17, em decorrência da Operação Sodoma, deixou o Centro de Custódia de Cuiabá, no começo da tarde desta terça-feira (6), para ser ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Renúncia e da Sonegação Fiscal, na Assembleia Legislativa.

Ele é acusado de liderar um suposto esquema de pagamento de propina para a liberação de incentivos fiscais, por meio do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic).

Ele foi convidado a prestar esclarecimentos sobre as empresas que supostamente receberam benefícios de forma ilegal, no período de 2010 a 2014, quando era governador do Estado.

A oitiva teve início por volta das 14h20, com o presidente da CPI, deputado José Carlos do Pátio (SD), pedindo que Silval assumisse o compromisso de dizer a verdade.

Advogados de Silval - CPI

Os advogados do ex-governador, Valber Melo e Ulisses Rabaneda, que o orientaram a ficar calado durante a CPI

Os advogados do ex-governador, Valber Melo e Ulisses Rabaneda, que o orientaram a ficar calado durante a CPI

No entanto, o advogado Ulisses Rabaneda afirmou que o ex-governador já é investigado na Justiça por conta dos incentivos fiscais e, por isso, não poderia criar “provas contra si”.

“Não é novidade que Silval é investigado e já foi denunciado por fatos correlatos ao que se investiga na CPI. Então, o que aqui se apura tem intimidade com o que apura na Justiça. Por isso, não concordamos com a prestação de compromisso de dizer a verdade”, afirmou.

Calado

Em seguida, Silval afirmou que ainda não foi citado sobre as denúncias que culminaram em sua prisão e que, por orientação dos advogados, iria permanecer calado.

“Fui, por oito anos, parlamentar nessa Casa e tenho maior respeito por este Parlamento e tenho honra e orgulho de ter sido presidente. E tudo o que um político quer é esclarecer os fatos para a sociedade”, disse.

“Mas quero pedir a compreensão dos parlamentares, porque sequer fui ainda citado na ação. Estou preso e sequer fui citado. Não tomei conhecimento do teor dessas denúncias. Não há constrangimento nenhum em ouvir as perguntas. Mas, por enquanto, seguindo orientação dos advogados, para não estragar a defesa do meu caso, vou permanecer calado”, afirmou.

Oitivas

O presidente da CPI pediu, então, para que os deputados fizessem a leitura das perguntas ao ex-governador Silval Barbosa, mesmo que ele permanecesse calado.

O deputado Emanuel Pinheiro (PR) fez diversos questionamentos relacionados à denúncia que culminou na Operação Sodoma, do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual.

Entre elas, o fato de as empresas pertencentes a João Batista Rosa, delator do esquema, terem sido enquadradas no Prodeic, antes mesmo de protocolar o pedido.

Já o deputado Wilson Santos (PSDB) questionou a dificuldade de acesso aos dados na Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz), por conta da lei 10207/2014.

Questionou, ainda, os critérios para escolha dos incentivos e se ele atenderam a seus interesses pessoais em algum momento.

 Dedicação ao Estado

O ex-governador disse que teria condições de responder a todos os questionamentos por conta de sua dedicação “à coisa pública”.

No entanto, optou por não responder a nenhuma questionamento, enquanto não tiver sido citado na denúncia do Gaeco.

“Vocês não têm noção de como estou me sentindo. Não tenho nenhuma dificuldade de esclarecer todos ou quase todos os questionamentos. Estou magoado, do fundo do meu coração, em não poder responder muitas perguntas. Não posso falar e não vou me aprofundar, para não cometer injustiça com ninguém”, disse.

“Mas me coloco à disposição. Assim que protocolar minha defesa, encaminho os esclarecimentos para que a comissão continue seus trabalhos”, afirmou.

Silval ainda rebateu críticas de que não houve planejamento em seu Governo.

Segundo ele, houve uma sincronia nos planos dos governos Federal, Estadual e Municipal. Ele classificou as críticas como “injustiça”.

“Eu vejo que o que era considerado um patinho bonito; agora, se tornou feio. O que foi feito nesse Estado, o que se buscou, não foi coisa pouca. Seja através de incentivos ou manutenção, obras e planejamento”, disse.

“Quando ouço que no nosso Governo não teve planejamento, considero que é uma injustiça, porque foi um macro planejamento, entre os governos Federal, Estadual e Municipal. Trabalhamos em cima de programas e programas que deram certo. Se não foram concluídos, estão para ser”, afirmou.

“Nós fizemos a Copa do Mundo e tivemos oportunidade de prospectar. Mais de 110 mil estrangeiros passaram por aqui e ficaram maravilhados. Mas não vou entrar nessa questão da obtas, porque já há uma comissão aqui sobre isso e me coloco à disposição para vir falar sobre isso”, completou.

Sem as respostas dos questionamentos, o deputado Zé do Pátio encerrou a reunião da CPI.

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Fonte: Do Mídia News

 

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