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“Não é fácil fazer Segurança ao se assumir um espólio de guerra”
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“Não é fácil fazer Segurança ao se assumir um espólio de guerra”

by newsmtjulho 27, 2015

O secretário Executivo de Segurança, Fábio Galindo, faz uma análise do setor e fala das metas em MT

“Estamos como gatos, correndo atrás dos ratos. Onde a criminalidade atua, nós vamos atuando também. Não é fácil fazer Segurança, principalmente quando se assume um espólio de guerra”. A declaração é do secretário executivo de Estado de Segurança Pública, Fábio Galindo.

Em entrevista ao MidiaNews, ele contou que a pasta foi assumida, pelo secretário Mauro Zaque e por ele, em situação extremamente complicada: queda de orçamento, baixo efetivo, condições estruturais precárias e índice de criminalidade crescente.

“Os dois principais gargalos da Segurança eram o orçamento e o efetivo. O orçamento previsto para 2015 era de R$ 80 milhões e, hoje, nós já estamos trabalhando com o triplo desse orçamento, por conta da determinação do governador Pedro Taques”, afirmou.

““Estamos como gatos correndo atrás dos ratos, onde a criminalidade atua nós vamos atuando também. Segurança não é fácil fazer e se torna mais difícil quando você assume um espólio de guerra”

“Para o efetivo, nós vamos chamar praticamente dois mil homens. São 600 nessa primeira leva, agora em agosto; mais 600 que se formarão em fevereiro do ano que vem; e mais 740 que formarão no segundo semestre de 2016”, afirmou.

Segundo Galindo, que atuava desde 2003 como promotor de Justiça em Minas Gerais, o Estado têm adotado ações efetivas para diminuir a criminalidade e dar maior sensação de segurança para a população.

“Os 100 primeiros dias de gestão foram uma prova disso. Em Várzea Grande, onde saturamos mais, houve uma redução de 40% no número de homicídios. Já em Cuiabá, houve uma redução de 4% e, no Estado todo, de 19%”, afirmou.

Na entrevista, o secretário ainda fala sobre patrulhamento aéreo em Cuiabá e Várzea Grande, corrupção na polícia e sobre o diálogo junto ao Judiciário para que  os criminosos sejam mantidos presos por mais tempo.

Confira os principais trechos da entrevista:

MidiaNews – Quais foram os principais gargalos encontrados na Secretaria de Segurança Pública e o que está sendo feito para mudar?

Fábio Galindo – Os dois principais gargalos da Segurança eram o orçamento e o efetivo. Não era nem viatura, a viatura estava em um patamar razoável. O orçamento é uma questão de prioridade política, por isso quando o secretário Mauro Zaque fala que, hoje, a Segurança é prioridade, é porque não é só discurso do governador, mas sim, algo que se concretiza em números.

Por exemplo, este ano nós já estamos tendo o triplo do orçamento destinado para 2015, pelo Governo anterior, que era de R$ 80 milhões. Isso sem falar que, desse total, R$ 40 milhões estão comprometidos com restos a pagar e R$ 34 milhões comprometidos com o Corpo de Bombeiros, mediante a arrecadação da Taxa de Segurança Contra Incêndio (Tacin) que não pode ser gasta em outras unidades. Com isso, nós tínhamos aproximadamente R$ 6 milhões para gastar com a Polícia Militar, Policia Judiciária Civil e Politec ao longo do ano de 2015. Essa foi a herança deixada para o Governo Pedro Taques.

MidiaNews – Em termos de valores, qual deve ser o orçamento efetivado até o final do ano?

Bruno Cidade/MidiaNews

Secretário afirma que os dois principais gargalos da Segurança era orçamento e efetivo

Fábio Galindo – O governador Pedro Taques já assegurou R$ 240 milhões para a Segurança neste ano. Com esses recursos, nós já pagamos quase R$ 20 milhões de horas aulas, relacionados a professores que formam os policiais. Também renovamos o contrato de aluguel da sede do Centro de Formação e Atualização de Professores (Cefapro), pois quando assumimos o contrato de locação já estava vencido, ou seja, não tinha um lugar para os soldados fazerem o curso de formação. Isso, obviamente, além de investimentos em operações, viaturas, armamentos e uniformes para os policiais.

MidiaNews – O senhor também disse que um dos gargalos encontrados é referente a efetivo. Quais são as estratégias de recomposição do efetivo?

Fabio Galindo – Primeiro, fazer concurso público. Segundo, chamar todo mundo que está no cadastro de reserva. Na PM nós vamos chamar praticamente dois mil homens; são 600 nessa primeira leva, agora em agosto, mais 600 que se formarão em fevereiro, e mais 740 que formarão no segundo semestre de 2016.

MidiaNews – Quantos policiais existem em Mato Grosso? Qual seria o ideal?

Fabio Galindo – Hoje, nós temos seis mil homens na Segurança, entre Polícia Militar, Policia Civil e Corpo de Bombeiros. O efetivo ideal é de 12 mil homens, levando em conta uma lei de 2005, ou seja, um estudo de 2005 fala em 12 mil homens. Mas, se nós fizermos um estudo agora, em 2015, o ideal seria de muito mais.

MidiaNews – Desses seis mil policiais, quantos atuam, efetivamente, na linha de frente?

Bruno Cidade/MidiaNews

Fabio Galindo diz que Estado está assumindo estratégias para diminuir criminalidade

Fabio Galindo – Há aproximadamente 70% atuando na linha de frente, e os demais atuando na área administrativa. Nos últimos anos não houve interesse em se  aumentar esse efetivo. E é por isso que falamos que a primeira mudança para fazer a segurança funcionar é a determinação política do governador. Porque custa recursos;  segurança custa muito caro.

MidiaNews – Quais são as estratégias operacionais para diminuir a criminalidade no Estado?

Fábio Galindo – As estratégias para a redução da criminalidade estão sendo adotadas desde a transição de governo. Implantamos as operações Interior Seguro, Start e Saturação. Por termos um efetivo pequeno, temos que concentrar esse efetivo nas chamadas “zonas quentes”, onde o índice de criminalidade é muito alto. No bairro Pedra 90, em Cuiabá, por exemplo, em fevereiro foram mais de 15 homicídios. Já em maio não teve nenhum. Isso porque nós saturamos, levamos os policiais para lá. Mas, como temos a “perna curta”, a gente satura um lugar e os criminosos se deslocam para outro. Porém, a estratégia já mostra que, quando o Estado coloca policiais nas ruas, resolve. Os 100 primeiros dias de gestão foram uma prova disso. Em Várzea Grande, onde saturamos mais, houve uma redução de 40% nos homicídios. Já em Cuiabá houve uma redução de 4% e, no Estado todo, de 19%.

MidiaNews – É possível se identificar as causas principais desses homicídios?

Fabio Galindo – A maioria dos homicídios está relacionada a drogas e a situações de vulnerabilidade social. Então, onde faltam políticas sociais de recuperação para jovens, saúde, emprego, renda, saneamento básico e asfaltamento, sempre haverá esse índice alto de homicídio.

MidiaNews – E o que a Secretaria de Segurança Pública tem feito para resolver esse problema?

“A maioria dos homicídios é relacionado a drogas e a situações de vulnerabilidade social.”

Fabio Galindo – Nós montamos duas grandes frentes. A primeira é uma Secretaria Adjunta de ações integradas, que tem como objetivo realizar ações de repressão e prevenção. Já a segunda é o plano de Regiões Integradas. Esse plano atua através de dados e estatísticas feitas pela inteligência da segurança. Por exemplo, identificamos que o município de Barra do Garças responde por 15% dos homicídios do interior. Com isso, levamos a Operação Interior seguro para lá. Como essa operação funciona? Pegamos parte do efetivo de Cuiabá, cavalaria, helicóptero, Rotam, Bope e levamos para o município, e fazemos uma saturação. E quando fazemos a saturação o número vai lá embaixo. Mas porque que não faz mais? Porque o efetivo é pouco. Sabemos que o ideal seria fazer essa saturação em cinco, oito pontos simultâneos, mas como nós não temos efetivos adequados, não conseguimos fazer isso permanentemente.

MidiaNews – E na Capital, onde os índices de assaltos crescem, qual a ação que a Segurança Pública tem adotado?

Fábio Galindo – A partir de agora, nós vamos fazer, pela primeira fez na história, o patrulhamento aéreo em Cuiabá e Várzea Grande. Hoje, a maior dificuldade nessas duas cidades são os roubos. Esse crime aumentou porque nós nos concentramos nas zonas quentes de homicídio, que não são as mesmas do roubo. Os homicídios se concentram nos bairros e à noite, em razões de brigas e do tráfico. Já o roubo acontece na região central. Então, quando a gente cobre a periferia, descobre o centro. O patrulhamento aéreo, portanto, vai ajudar a diminuir esse tipo de crime. Essa é a forma repressiva. Já na preventiva, iremos articular políticas públicas sociais para que o cidadão não vá para o crime. Porque, depois que isso acontecer, para a gente, só vira estatística. Estamos como um gato correndo atrás dos ratos; onde a criminalidade atua, nós vamos atuando também. Não é fácil fazer Segurança, principalmente quando se assume um espólio de guerra.

MidiaNews – Como vai funcionar, na prática, esse patrulhamento aéreo?

Fábio Galindo – Serão duas aeronaves, dois helicópteros, sobrevoando os bairros de Cuiabá e Várzea Grande nos horários de pico do roubo. Só o barulho da aeronave sobrevoando tira do criminoso a oportunidade de fazer o roubo. E nós vamos linkar o patrulhamento aéreo com o patrulhamento terrestre. O único problema do patrulhamento aéreo é que o custo é muito alto. A hora voo é de R$ 350, mas pela questão estratégica, o governador validou. É pra voar, vamos voar.

MidiaNews – Quais são esses horários de pico de roubo e onde eles se concentram?

Fabio Galindo – No Centro, por volta das 07h30 e 8h30, que é um horário que o cidadão sai de casa para trabalhar. Às 15hs, por conta do trânsito do centro da cidade, e às 17 horas até as 19h30, que é o horário de fechamento do comércio e também o horário que tem grande concentração de pessoas nos pontos de ônibus.

“Hoje nós temos uma mudança nos modos operantes do roubo. Agora, reuni dois moleques, um menor de idade e outro de 18, 19 anos, coloca uma pistola na cintura, sobe em uma moto e faz oito, dez roubos”

MidiaNews – Que tipo de roubos são os mais comuns?

Fabio Galindo – O roubo, antigamente, era aquele roubo de veículos e residências, por isso o número era “baixo”. Hoje, nós temos uma mudança no modus operandi do roubo. Agora, se juntam dois moleques, um menor de idade e outro de 18, 19 anos, coloca uma pistola na cintura, sobe em uma moto e faz oito, dez roubos de objetos de pequenos valores, como celulares. E quando eles são presos, a maioria é solto pela Justiça em menos de 30 dias.

MidiaNews – E qual é a solução para que esses assaltantes permaneçam mais tempo presos?

Fábio Galindo – A solução para isso é um ciclo completo da Segurança. É o policial prender, o delegado autuar, o promotor de Justiça pedir a prisão e o juiz deixar preso.

MidiaNews – E porque eles são soltos tão rapidamente?

Fábio Galindo – Por uma questão de legislação. Há uma filosofia e uma tese sociológica de que o encarceramento não resolve; o que resolve é educação, o emprego. Então, temos uma política voltada para desencarcerar, mas quando o cara volta para a rua, a reincidência é muito alta. Por isso é que nós, da Segurança Pública em Mato Grosso, o secretário Mauro Zaque e eu, acreditamos na política de encarceramento. O cidadão que não consegue conviver pacificamente com o outro, que não respeita a integridade física do outro, que não respeita o patrimônio do outro, tem que ficar recolhido. Não tem jeito. O cara que matou um, matou dois, matou três, tem que ficar preso. Do mesmo modo, se roubou uma, duas ou três vezes.

MidiaNews – Está sendo feito algum tipo de convencimento ao Judiciário nesse sentindo?

Fábio Galindo – Agora, nós estamos em contato com a Corregedora Geral do Tribunal de Justiça, a doutora Maria Erodites, para que a gente faça uma aproximação da Polícia Militar, Polícia Civil com o Judiciário e o Ministério Público. Para haja uma contextualização, porque o juiz trabalha com um caso, ele olha um, solta; olha outro, solta. Ele não vê esse contexto, ele não sabe desse impacto, na hora que eles tiverem contato com esses números, creio que irão apertar mais. Então, essa é a estratégia.

MidiaNews- Não seria o caso de se fomentar uma discussão em nível nacional, com todos os secretários de Segurança Pública, para tentar sensibilizar o Congresso sobre essa legislação branda?

Fábio Galindo – O Conselho Nacional de Secretários tem uma proposta de mudança da legislação brasileira, já apresentada ao Congresso Nacional, para resolver esse problema.

MidiaNews – Secretário, há corrupção nas tropas de Segurança do Estado? Há, também, policiais desmotivados?

Fábio Galindo – Isso é algo que me preocupa. Porque, quem já enveredou para a corrupção, nunca mais volta a ser o mesmo. Para isso, nós estamos fortalecendo as corregedorias, para fazer a punição e expulsar da corporação quem é corrupto. Mas, em relação à motivação, eu não percebo isso, pelo contrário, o que eu percebo é que quem é policial é por paixão, é porque gosta é porque quer. O policial gosta de ser policial, ele faz aquilo porque acredita. O problema é que, quando o Estado não tem uma política de incentivo para o bom policial, acaba desmotivando.

Bruno Cidade/MidiaNews

Secretária frisa que policiais devem receber bônus por boa atuação

MidiaNews – E qual é o incentivo que o Estado pode dar aos policiais?

Fábio Galindo – Nós pensamos em duas formas de política para incentivo. A primeira é um retorno estrutural para a unidade que atingir uma meta. Já a segunda é um bônus no salário para o policial que trabalha bem, que contribuiu com a segurança em Mato Grosso. O que faltava, e que agora já vamos colocar em teste, é um sistema de monitoramento. Hoje, nós não sabemos quantos quilômetros rodam uma viatura. Nós não sabemos se o policial abordou um, dois, ou dez suspeitos. Isso é produtividade. Tem policial que prende 10 armas por ano; mas tem policial que há 10 anos não apreende uma arma. E eles são tratados da mesma maneira.  A partir do momento em que você investe em controle e em produtividade, o policial sai para a rua sabendo que tem que prender tantas armas, tem que abordar tantas pessoas, a viatura tem que fazer um ciclo geográfico na cidade, passar em determinado ponto e, depois, em outro. Hoje, se uma viatura ficar parada em uma loja de conveniência, tomando Coca-Cola, ou se ela fizer todo o patrulhamento do bairro que ela precisa fazer, nós não temos o controle disso.

MidiaNews – Há estatísticas sobre casos de corrupção na Segurança Pública?

Fabio Galindo – Não. Ainda não temos. Mas houve algumas demissões esse ano, de policiais envolvidos com corrupção. Mas ainda não é uma política muito rígida, sejam das unidades, seja da Secretaria. O que a população precisa saber é que nós trabalhamos com uma ideia de prioridade, nós vamos pegando os principais gargalos e vamos trabalhando firmemente neles. Nos últimos dias, por exemplo, nós estamos nos debruçando sobre contratos celebrados sem o rigor necessário, na gestão passada. Então, temos consumido uma energia enorme para revisar contrato por contrato, para ver se tem alguma “gordura”. Só fazendo isso, nós economizamos nos seis primeiros meses R$ 9 milhões de reais.

MidiaNews – Que tipos de contratos estão sendo revistos?

Fabio Galindo – São contratos de informática, limpeza, pessoal terceirizado, combustível, seguro e aluguel.

MidiaNews – Há alguma suspeita de corrupção nesses valores?

Fabio Galindo – Teve aquela situação de pagamento da aeronave Baron, que nós suspendemos após detectarmos que poderia ter algo irregular e comunicamos a Controladoria e o Ministério Público para que eles fizessem a apuração. Então, todos esses contratos que a gente revê são enviados para a Controladoria e Ministério Público, para que eles façam as apurações e, se tiver alguma irregularidade, que tomem as providências necessárias.

MidiaNews – O senhor há de convir que a sensação de segurança dos cidadãos está bastante abalada. É comum ouvirmos reclamações sobre medo e insegurança. Como reverter isso?

Bruno Cidade/MidiaNews

Para Fábio Galindo população deve ser informada das ações da Segurança para sentir mais tranquilidade

Fábio Galindo – Aí nós já vamos entrar em um campo da psicologia, que é muito importante, aliás. Existe uma tensão chamada estresse prétraumático. Você nunca foi, pessoalmente, vítima da violência mas, por ver tanta notícia em relação a isso, acaba se equiparando a quem sofreu algum tipo de crime. E isso impacta sua vida, você vive menos feliz, vamos dizer assim. Em relação a essa situação, temos que agir em três frentes: primeiro, colocar polícia na rua. Segundo, melhorar o atendimento ao cidadão e, terceiro, nos comunicarmos mais com a população, mostrarmos as ações positivas para mostrar que a segurança está atuando.

MidiaNews – O senhor acredita que a parte das forças da polícia tem sido branda em relação aos confronto com os criminosos?

Fábio Galindo – A polícia de Mato Grosso é uma polícia respeitada em todo país, em razão dos enfrentamentos. Quando você pega o número do Novo Cangaço, a polícia mostra que é capaz de reagir, 50% dos membros do bando tombaram em confronto com o Bope do Estado. E outros 50% foram presos. Ou seja, quando precisa enfrentar, as forças do Estado enfrentam com qualidade. Mas, se o cara se rende, a polícia não é covarde, ela vai prender e apresentar à Justiça. Com mais um detalhe, quando o Bope fez esse trabalho, houve a apreensão de mais R$ 3 milhões, que também foram entregues à Justiça. Diferente do levantamento que foi feito com o Bope do Rio de Janeiro, o número de apreensão do dinheiro do Bope do Rio é baixíssimo e, recentemente, fizeram uma operação e encontraram R$ 15 milhões enterrados, que não foram autuados. Além disso, já apreendemos cinco toneladas de drogas neste ano. O número é três vezes maior do que apreensões feitas durante todo o ano passado. Ou seja, nós batemos em maio toda a apreensão feita em 2014, principalmente na zona da fronteira.

MidiaNews – Há algum planejamento de investimento para o Bope?

Fabio Galindo – Está acontecendo uma recomposição do efetivo do Bope. Nós temos seis cursos autorizados pela Secretaria e, também, será realizado no ano que vem, um grande curso em Mato Grosso das operações especiais para formar o policiais do Bope. Há, também, um planejamento de reforma integral da sede e das instalações do Bope, além de armamento e viaturas.

Midia News- Em um cenário ideal, de zero a dez, para a área de Segurança Pública, Mato Grosso está em qual nível?

Fábio Galindo – Eu acho que nós estamos no número cinco, uma média razoável. Pelos avanços que foram realizados, mas distante do ideal. E o que é o ideal? O ideal é o cidadão tranquilo, em paz. A criminalidade sempre vai existir, o que nós precisamos é reduzir isso em números toleráveis.

MidiaNews – Levando a nota cinco em consideração, até o final desta gestão, em 2018, a expectativa é que a pontuação chegue a qual nível?

Fábio Galindo – Eu acredito que conseguiremos chegar a um 7,5. Desde que os ingredientes de orçamento em alta e recomposição dos efetivos sejam mantidos, nós conseguiremos fazer uma segurança muito melhor aos cidadãos.

Fonte: Do Mídia News
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