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"Não vamos ficar chorando a crise, vamos vender lenço para quem chora''diz Taques
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"Não vamos ficar chorando a crise, vamos vender lenço para quem chora''diz Taques

by newsmtmarço 18, 2015

Durante a inauguração do terminal de distribuição da Raízen em Rondonópolis (215 km ao Sul), nesta quarta-feira (18.03), o governador Pedro Taques disse que a crise econômica instalada no país tem que ser combatida com trabalho e o potencial econômico do Estado, aliado aos investimentos empresariais que contribuem para a balança comercial do país.

“Não vamos ficar chorando a crise. Vamos vender lenço para quem chora. Estamos segurando a balança comercial do país e não temos 2% da população do país. Em 2013, a exportação do agronegócio foi de 100 bilhões de dólares. São Paulo contribuiu com 22 bilhões e Mato Grosso com 15 bilhões. No ano passado foram exportados 96 bilhões de dólares e Mato Grosso contribuiu com 14,8 bilhões e São Paulo com 18 bilhões. No ano passado tivemos superávit de 13 bilhões e o Brasil teve queda de 4 bilhões”, argumentou.

Taques disse que mantém o otimismo diante do cenário econômico em função dos dados da produção de Mato Grosso, responsável por 70% do milho de pipoca do país, 57% da produção de algodão, 32% do complexo soja e 29 milhões de cabeça de gado. “Mato Grosso precisa de muitos investimentos como esse da Raízen, ajudamos muito o Brasil, mas está na hora do Brasil contribuir mais com o nosso Estado. Precisamos de um ambiente de negociação mais propício para novos investimentos”.

A Raízen, joint venture da Shell e a Cosan, investiu R$ 60 milhões na base de distribuição de combustíveis em Rondonópolis, que levou 22 meses para ficar pronta. Além de gerar aproximadamente 200 empregos diretos e indiretos, a companhia pretende movimentar um bilhão de litros de combustíveis.

A base da empresa em Rondonópolis vai elevar a eficiência logística no suprimento de combustíveis para a região Norte do país, com o transporte de diesel e gasolina procedentes da refinaria de Paulínia (SP) e o retorno com biodiesel e etanol pela malha ferroviária. A companhia está instalada no Complexo Intermodal de Rondonópolis. Com a capacidade de armazenamento de 24 milhões de litros em sete tanques, a base tem como diferencial a tecnologia. “A base de Rondonópolis será três vezes mais eficiente do que o padrão do mercado. Não é a maior, mas a melhor que temos”, comentou o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Raízen, Nilton Gabardo.

O diretor-presidente da Cosan, Marcos Marinho Lutz, disse que a previsão dentro de três anos é triplicar a capacidade da Raízen, já que a Consan também assumiu o controle acionário da América Latina Logística (ALL) e tem a meta de dobrar a capacidade de transporte da ferrovia, ligando Mato Grosso ao estado de São Paulo. “Rondonópolis será o grande porto de Mato Grosso. As cargas vão chegar e voltar por aqui. A geografia da cidade é muito boa e favorece. A gente esta vendo o problema do país, mas quando se olha Mato Grosso a gente fica animado e otimista porque há pessoas aqui arregaçando as mangas para ajudar o país. A tendência do país é crescer cada vez mais aqui, na região produtora”.

O prefeito do município, Percival Muniz, comentou que Rondonópolis deve se tornar o maior centro distribuidor de combustível da região Norte e Centro-Oeste. Além do terminal da Raízen, a Ipiranga e a Petrobras também devem se instalar na cidade. “Esse terminal é promissor, outros virão, mas a Raízen deu exemplo de agilidade. Além da competitividade nos preços ao consumidor, será importante para o meio ambiente e para a segurança no trânsito com menos caminhões nas rodovias”.

 

Fonte: Redação com Assessoria

 

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