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"Não vou roubar e se eu ver roubalheira vou denunciar", promete Adriana Vandoni
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"Não vou roubar e se eu ver roubalheira vou denunciar", promete Adriana Vandoni

by newsmtagosto 11, 2014

Economista, formada em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), blogueira, comentarista de política e agora candidata a deputada estadual em Mato Grosso. A polêmica Adriana Vandoni, que está sendo processada pelo PT nacional por graves declarações contra o partido, encara em 2014 o maior desafio de sua vida. Deixar de ser uma apenas uma crítica ferrenha no seu blog Prosa e Política para entrar de cabeça no sistema que tanto questiona. Em entrevista ao Olhar Direto, Vandoni conta os detalhes de sua decisão de buscar uma vaga na Assembleia Legislativa (AL), afirma que a candidatura ao senado de Pedro Taques (PDT) nasceu na sala de sua casa, ironiza o deputado estadual José Riva (PSD) e comenta sua relação com sua irmã, Márcia Vandoni, aliada do social democrata. Filiada ao PDT, ela diz que sonha com a renovação no parlamento estadual: “Eu sonho com renovação, porque a Assembleia, como bem disse o Percival Muniz (PPS), é uma casa de caititus e o ano que vem o mestre dos caititus não está mais por lá, então eu acho que vai dar uma renovada”, disparou. 

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OD — O que te levou a tomar essa decisão de ser candidata a deputa estadual?

Adriana — Depois de muito tempo convivendo com essas denúncias de corrupção, desvio de função, desrespeito com a população e com o dinheiro público, fui as ruas no ano passado e decidi que era a hora de tentar mudar. Aceitei um convite do Pedro Taques. A campanha dele surgiu lá na sala da minha casa, quando ele ainda iria sair do Ministério Público Federal (MPF). Uma pessoa que eu sempre incentivei a entrar na política, ai ano passado ele me chamou, perguntou se eu não achava que estava na hora de deixar apenas a missão de denunciar, porque eu já estava repetindo denúncias, e partir para algo mais concreto e tentar mudar. Eu não poderia deixar de aceitar.

OD — Uma campanha para deputado estadual fatalmente exige um aporte alto de recursos, como a senhora está organizando isso?

Adriana — Minha campanha vai ser muito parecida com a de Pedro. Tenho doadores de campanha que estão surgindo, mas não será uma campanha milionária, não sei de onde surgiu aquele gasto de R$ 3 milhões, eu até olhei lá no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para ver de onde tiraram isso. Tenho mais de 100 voluntários, inclusive nas redes sociais tenho recebido muitos apoios. Meu maior desafio vai ser sair das redes sociais e chegar até o cidadão, para que ele me conheça de verdade, escute as minhas propostas e para que eu possa escutá-los e fazer novas propostas também.

OD — Como tem sido essa experiência de conversar com as pessoas nos bairros, nas periferias?

Adriana — A experiência de sair as ruas e conversar com a população está sendo sensacional. O que eu mais escuto é o cansaço do povo com tudo o que está acontecendo, com a falta de saúde, de escola, a indignação com a corrupção. O povo está querendo mudança sim, está cansado de ser enganado.

OD — Como você avalia a candidatura do deputado José Riva, ele vai ser o seu mote de campanha?

Adriana — Daquele que não pode ser nominado, eu já recebi 6 representações para os sites tirarem meus vídeos com minhas críticas. Eu acho que o Riva era problema da polícia quando ele estava na Papuda, hoje ele é problema da justiça. Não vou fazer dele o meu mote de campanha, até porque a população não quer uma deputada estadual para brigar com um ex-deputado estadual, que é o destino do Riva de qualquer jeito.

OD — Então o combate a corrupção é o seu mote?

Adriana — O combate a corrupção não pode ser bandeira da campanha de ninguém. Tem que ser inerente a pessoa que tem princípios, que entende que isso é um desrespeito com a população. O povo precisa entender que o dinheiro que é desviado lá em cima é o mesmo que falta para comprar a luva no postinho de saúde. Vou seguir meus princípios. Não vou roubar e se eu ver alguma roubalheira vou denunciar, mas minha bandeira é trabalhar pela sociedade.

OD — Você tem uma irmã, Márcia Vandoni, que é aliada de Riva. Como é sua relação com ela?

Adriana — É publico e notório que eu e minha irmã temos nossas divergências. Ela é uma técnica, tem o seu desempenho, mas nós temos divergências políticas. Ela sempre esteve do lado de lá e eu sempre estive do lado de cá. Eu acho que estou do lado certo, não sei se ela ainda pensa que está no lado certo.

OD — A senhora, que pertence a um grupo político que prega a mudança no sistema, realmente acredita em renovação na Assembleia?

Adriana — Eu sonho com renovação, porque a Assembleia, como bem disse o Percival Muniz, é uma casa de caititus e o ano que vem o mestre dos caititus não está mais por lá, então eu acho que vai dar uma renovada.

Fonte: Raoni Ricci

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