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Nova Ubiratã: TJ nega liminar e mantém presos vereadores acusados de tráfico
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Nova Ubiratã: TJ nega liminar e mantém presos vereadores acusados de tráfico

by newsmtagosto 6, 2014

O Tribunal de Justiça negou, nesta terça-feira (5), liminar em dois habeas corpus interpostos pela defesa de dois vereadores acusados pelo Ministério Público de chefiarem o tráfico de drogas no município de Nova Ubiratã (502 km ao Norte de Cuiabá). 

José Itamar Marcondes, o “Itamar”, e Reinaldo de Freitas, conhecido como “Freitas”, vão continuar presos no Centro de Ressocialização de Sorriso (420 km ao Norte da Capital. A prisão dos dois ocorreu no dia 16 de julho.

De acordo com o Ministério Público Estadual, além do tráfico de drogas, o vereador Itamar também responde por porte ilegal de armas.

No momento da sua prisão, policiais do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) encontraram em seu poder um revólver calibre 38.

Além dos parlamentares, mais seis pessoas foram denunciadas. O grupo é acusado de tráfico de drogas, associação ao tráfico e corrupção de menor. 

Consta na denúncia, que os acusados praticaram, de forma reiterada, os crimes de tráfico de drogas previstos no artigo 33 da Lei 11.343/06. 

Além da venda de entorpecente, eles adquiriram, prepararam, transportaram, armazenaram e ofereceram o produto para consumo. 

A comercialização da droga foi realizada, inclusive, dentro da Cadeia Pública de Nova Mutum e em uma escola da cidade de Nova Ubiratã.

Os entorpecentes, segundo o Ministério Público, eram adquiridos em Cuiabá e Sorriso e guardados em um depósito, que funcionava dentro de estabelecimento comercial, na cidade de Nova Ubiratã. 

O local era utilizado como ponto de encontro dos traficantes que, sob o pretexto de cortar o cabelo, se reuniam para preparar e combinar a venda dos entorpecentes. 

Para isso, menores eram cooptados para fazer a distribuição.

Advogados

A denúncia do Ministério Público inclui, ainda, dois advogados, que não estão presos, mas irão responder por coação no curso do processo, ameaça e oferecimento de vantagem indevida para alteração de depoimentos.

Conforme o MPE, os integrantes do grupo teriam oferecido a quantia de R$ 15 mil para a execução de policiais militares que atuavam no caso. 

Fonte: MidiaNews

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