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Panelaço ocorreu onde Dilma perdeu eleição, afirma Mercadante
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Panelaço ocorreu onde Dilma perdeu eleição, afirma Mercadante

by newsmtmarço 9, 2015

Ministro diz que “manifestar é direito”

O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, afirmou nesta segunda­-feira (9/3) que o , na noite desse domingo, ocorreu em cidades e em bairros onde a petista perdeu as eleições “por uma grande diferença”. Em defesa da presidente, Mercadante disse que manifestação é “um direito da população”, mas ponderou que não há “terceiro turno” eleitoral e pediu para não haver “intolerância”.
“A primeira regra do sistema democrático é reconhecer o resultado das urnas. Só tem dois turnos, não tem terceiro turno. Nós vencemos pela quarta vez (as eleições)”, declarou Mercadante.
Durante discurso de Dilma em cadeia nacional de rádio e televisão em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, foram registradas manifestações contra o governo em ao menos sete capitais. Em São Paulo, xingamentos, panelaços e buzinaços foram registrados em bairros como Higienópolis, Perdizes, Aclimação, Ipiranga, Lapa, Moema, Vila Marina, Mooca e Santana. Nas eleições de 2014, a petista teve menos votos do que o então candidato Aécio Neves (PSDB­MG) em São Paulo e em Belo Horizonte. A dimensão do ato pegou o Palácio do Planalto de surpresa. A presidente aproveitou o pronunciamento para defender o ajuste fiscal em curso.
Depois de participar de uma reunião nesta manhã com o núcleo político do governo, Mercadante foi escalado para comentar os protestos e defender Dilma. Ele argumentou que Dilma sempre usa a cadeia de rádio e televisão para o dia da mulher e destacou que toda manifestação pacífica “é um direito da população”, mas pediu que não haja “intolerância” ou “radicalismo”. Ele demonstrou ainda “preocupação” com o momento pelo qual o País atravessa: recém­saído de uma eleição “bastante polarizada”, com momento de Panelaço ocorreu onde Dilma perdeu eleição, afirma Mercadante“radicalização”.
“Precisamos construir uma cultura de tolerância, de diálogo e respeito. Uma agenda de convergência é fundamental para o País poder superar dificuldades conjunturais o mais rápido possível, garantir a estabilidade (econômica) e a retomada do crescimento”, afirmou. Ainda no início da madrugada, dirigentes do PT avaliaram o panelaço como uma “orquestração com viés golpista”. A exemplo de Mercadante, o partido afirmou que a reação ao discurso da presidente foi restrito a setores da “burguesia e da classe média alta”. “Mas foi um movimento restrito que não se ampliou como queriam seus organizadores”, disse o secretário nacional de Comunicação do PT, José Américo Dias. (Agência Brasil)

 

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