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Petista diz que proposta de Taques pode inviabilizar o Estado
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Petista diz que proposta de Taques pode inviabilizar o Estado

by newsmtoutubro 22, 2014

Deputado federal reeleito, Ságuas Moraes afirma que governador terá que priorizar áreas

O deputado federal reeleito Ságuas Moraes (PT) criticou o projeto apresentado por Otaviano Pivetta (PDT), coordenador de transição do governador eleito Pedro Taques (PDT), de reduzir os cargos comissionados em até 70%.

“Isso é impossível, né? Eu vejo que é impossível. Esses funcionários comissionados, com certeza, estão trabalhando, não tem gente à toa por aí. Não tem como reduzir tanto. Se reduzir para um terço, inviabiliza o Governo”, afirmou.

Segundo o parlamentar, caso o projeto vá adiante, na prática, o reflexo imediato é no atendimento à população.

“Isso é impossível, né? Eu vejo que é impossível. Esses funcionários comissionados, com certeza, estão trabalhando, não tem gente à toa por aí”

“Entendo que todo Governo tem que ter uma transição. Se tem um Governo que você acha que está grande demais e quer diminuir, não vai ser do dia pra noite. É lógico que você assume e tem que provocar um impacto, tomar ações impactantes, no sentido de dar mais economicidade e de fazer uma gestão mais apurada. No entanto, você também não pode falar assim ‘vou reduzir para um terço’. E, depois, não consegue reduzir. Como fica isso?”, questionou.

Para Ságuas, o discurso da equipe de transição de Taques ainda está em clima de campanha, o que deve mudar assim que assumir a cadeira do Palácio Paiáguas.

“A hora em que começa a conhecer o tamanho do Governo e das necessidades, acaba tendo que ceder. Obviamente, cada Governo faz suas correções de rumo, mas não tem como você sair de 6 mil comissionados para 2 mil. Falar que vai reduzir para um terço é inviabilizar o governo”, reforçou.

Redução de secretarias

Ságuas Moraes também criticou a possível redução de 19 para 12 secretarias, conforme projeto apresentado por Pivetta, na semana passada. Para o parlamentar, é temeroso um “Estado mínimo”.

“A gente fica preocupado com as primeiras propostas de redução de secretarias. Sempre é importante que cada governante, ao assumir, tente reduzir gastos, economizar o máximo para sobrar o máximo possível para investimento. Agora, a gente não pode partir para teoria do estado mínimo. Um estado que vai ter o mínimo de políticas públicas começa, de fato, a prejudicar alguns setores”, disse.

“A gente fica preocupado com as primeiras propostas de redução de secretarias. Sempre é importante que cada governante, ao assumir, tente reduzir gastos, economizar o máximo para sobrar o máximo possível para investimento. Agora, a gente não pode partir para teoria do estado mínimo”

“Vejo, por exemplo, o projeto de juntar Esporte com Assistência Social. Elas não têm nenhum vínculo, não têm nenhuma afinidade. E esse secretário, vai ser mais de Esporte ou mais de Assistência Social? Isso não significa redução de estrutura, porque vai ter que continuar a estrutura de Assistência Social, vai ter que continuar a estrutura de Esporte”, disse.

Ságuas também citou a possibilidade da extinção da Secretaria de Estado de Cultura, que entraria na Secretaria de Cidades e Desenvolvimento Regional (Secid).

“Quando você extingue uma secretaria de Cultura. não tem como acabar com a estrutura, você pode não ter o secretário, mas a estrutura vai ter que continuar, porque a política de Cultura vai ter que continuar no Estado. Eu vejo que são coisas que o novo governador deve encontrar uma saída, mais adequada”, afirmou.

“Entendo que ele deva ter todas as preocupações para economicidade, para sobrar mais recurso para investimento, então acredito que ele deverá ter sabedoria suficiente para conduzir esse processo e, principalmente, para garantir que as políticas públicas de Mato Grosso possam avançar no sentido de melhorar em todas as áreas”, completou.

Para o deputado federal, é preocupante um possível enxugamento de pastas, ainda que seja apenas um projeto.

“Sempre que você propõe uma política de Estado mínimo, você leva determinadas áreas a sofrer algum prejuízo. O que não pode é isso acontecer, pra que de fato a gente possa ter o benefício do estado em todas as áreas da política, seja na Cultura, na Saúde, na Educação, na Assistência Social, no Esporte, no Lazer, na Segurança Pública, enfim, todas as áreas”, disse.

“Obviamente, um Governo tem que tomar a decisão de priorizar algumas áreas. Até mesmo porque um Governo não dá conta de atender todas as áreas da forma como gostaria. Portanto, Taques vai ter que priorizar. Como o próprio governador não anunciou nada e quem anunciou foi o Pivetta, que está cuidando da transição, vamos observar até 31 de dezembro qual será o tamanho de seu Governo”, completou o petista.

ISA SOUSA/Midia News

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