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PM é investigado por ver e não denunciar abuso sexual de menor
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PM é investigado por ver e não denunciar abuso sexual de menor

by newsmtjulho 9, 2015

Ele teria visto colegas de farda transando dentro de viatura e chantageado os envolvidos

A Polícia Militar abriu sindicância para apurar a postura de um soldado que teria presenciado outros PMs abusando sexualmente de uma adolescente dentro de uma viatura, sem comunicar o fato aos seus superiores.

A situação foi registrada no Distrito de União do Norte, no município de Peixoto de Azevedo, em novembro de 2013.

De acordo com publicação do Diário Oficial do Estado que circulou nesta quinta-feira (9), o soldado teria visto a outros dois colegas de farda abusarem sexualmente, dentro de uma viatura, de uma adolescente, bem como praticando sexo consensual com uma outra jovem.

Os outros PMs envolvidos no caso estavam em horário de serviço. Apesar de ter presenciado o fato, o soldado não comunicou a Corporação sobre a situação e, conforme o documento, teria tentado se beneficiar do caso.

A Polícia Militar informou que os dois soldados suspeitos de abuso dentro da viatura são subordinados ao 15º Comando Regional de Peixoto de Azevedo.

Chantagem

A sindicância aponta que o soldado teria tentado chantagear os colegas de profissão e ainda convidou a adolescente a fazer sexo com ele.

Conforme a publicação, o soldado não foi localizado em sua residência para prestar esclarecimentos sobre o caso e a PM não tem informações sobre o seuparadeiro do soldado.

Agora, a partir da notificação via Diário Oficial, ele deverá se apresentar à PM no prazo de 20 dias, para apresentar sua defesa

Outro lado

A assessoria de imprensa da PM afirmou que a sindicância acusatória ocorre pelo fato de o soldado “saber da ocorrência dos fatos e não comunicar seu superior hierárquico”.

Tendo em vista o fato, conforme a assessoria, o policial responde à sindicância por transgressão militar. Porém, ele continua atuando na área operacional.

Os processos seguem em andamento.

Já os outros dois policiais, acusados de terem praticado o abuso dentro da viatura, respondem a um processo demissório junto ao Conselho de Disciplina, conforme a assessoria.

Atualmente, segundo a PM, eles atuam na na área administrativa, enquanto tramita o processo.

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