Menu
Seções
Prefeito de Alta Floresta anuncia demissão em massa
outubro 23, 2015 Destaques

Esta semana quando em reunião com outros prefeitos do Alta Tapajós, o administrador de Alta Floresta, Asiel Bezerra, ao falar sobre crise financeira no executivo, anunciou uma decisão que poderá arruinar o natal de muitos servidores. O prefeito disse que o município está sofrendo as consequências na queda de repasses feitos pelo governo federal e que como medida para amenizar a situação, deverá enxugar a folha de pagamento, demitindo assim, servidores contratados.

Doutor Asiel Bezerra informou também que a prefeitura estará economizando em vários setores, que apenas serviços essenciais não poderão sofrer as sanções de uma situação que está atingindo cidades em todo o país. “O governo federal está reduzindo os repasses mês a mês e os municípios estão sofrendo as consequências. Somos um exemplo e por isso infelizmente teremos que reduzir gastos mesmo sem poder e uma das medias a serem tomadas ainda é o corte de servidores”, afirmou o administrador.

Prefeitos de outras cidades como Carlinda, Apiacás e Paranaíta também disseram que os cortes do governo federal para com os municípios assolam a crise financeira. “Neste mês passado em Paranaíta foi mais de um milhão e quatrocentos mil a menos nos repasses. Agora imagina uma cidade de dez mil habitantes e que tem população flutuante de mais pelo menos sete mil pessoas, para gerenciar tantas necessidades em setores da saúde, educação ,estradas e tantos outros, com tão pouco recurso”, desabafou o gestor paranaitense.

Rufatto desde 2014 já vem numa ‘briga’ judicial contra o governo, cobrando para Paranaíta, o mesmo direito que a cidade de Jacareacanga ,no estado do Pará. Na área do referido município é também parte do canteiro de obras da Usina Teles Pires e como benefício, a cidade recebe milhões em royalties. “Enquanto eles recebem a mais, aqui temos o nosso repasse reduzido. Para se ter uma ideia, Jacareacanga fica a cerca de 400 quilômetros em linha reta, sem estrada ou acesso por aqui. A estrada usada para o canteiro de obras, a infraestrutura, a saúde e educação, segurança, é tudo daqui, mas os recursos só vão para lá. Poderia ser dividido pelo menos” ,reivindicou.

Fonte: Jornal cidade

Comentários estão fechados
*