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Primeiro crematório do Centro-Oeste instalado em MT passa por fase de testes

Primeiro crematório do Centro-Oeste instalado em MT passa por fase de testes

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) emitiu uma autorização de seis meses para testar o serviço do primeiro crematório instalado no Centro-Oeste, inaugurado na última quinta-feira (1°), em Cuiabá. O trabalho de cremação deve atender os limites de emissão de gases para ser concedida a licença definitiva.

A Sema informou que foram realizados pré-testes utilizando a queima de suínos e, nesta etapa, os requisitos foram atendidos. No entanto, para que a licença definitiva seja concedida, a empresa responsável deve enviar relatórios dos trabalhos realizados para que seja avaliado a emissão de gases em situações reais de cremação de cadáveres humanos.

De acordo com o diretor da empresa responsável pelo crematório, Nilson Marques, o local foi apresentado para a população na quinta-feira (1°), dia que antecedeu o Dia de Finados, mas os atendimentos devem ser normalizados daqui há 15 dias.

“Não começamos a atender ainda. No entanto, se aparecer algum corpo para ser cremado com urgência, o local possui condições técnicas para fazer. Para os atendimentos funcionarem normalmente estamos aguardando um equipamento que capta os gases da chaminé, para não ter emissão de gases poluentes”, explicou.

Cremação

Os valores para cremar um cadáver variam de R$ 3,9 mil, cremação simples, a R$ 4.450, com cerimonial.

As cinzas dos corpos cremados devem ser embalados e devolvidas às famílias em urnas simples ou decorativas, segundo Nilson.

“As cinzas serão devolvidas aos familiares depois de uma a duas semanas e então eles darão o destino final”, disse.

Segundo Nilson, a cremação acontece em um forno aquecido a uma temperatura de 1 mil graus centígrados e o processo tem duração de duas a três horas. Depois de cremado, o peso estimado das cinzas é de 700 gramas.

“A pessoa pode dizer, em vida, para os familiares que quer ter o corpo cremado e até emitir documentos descrevendo o pedido, mas somente o responsável pelo corpo depois da morte dessa pessoa poderá tomar essa decisão”, explicou.

“O principal problema, não só em Mato Grosso, mas em todo o país, é a questão cultural. As pessoas ainda têm receio. Fizemos o mesmo empreendimento em outros estados e demorou alguns meses para começar a ter um movimento maior”, contou.

Segundo Nilson, o investimento foi de R$ 6 milhões.