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Programa quer eliminar "cracolândias" em cidades de MT
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Programa quer eliminar "cracolândias" em cidades de MT

by newsmtabril 20, 2015

Aumento elevado do crack preocupa as autoridades em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis

Os bairros Alvorada, nas proximidades da Estação Rodoviária; Jardim Leblon, divisa com o Pedregal, em Cuiabá; Mapim, em Várzea Grande; e Vila Operária, em Rondonópolis, considerados como alguns dos mais vulneráveis em relação ao consumo e tráfico de drogas – em especial, o crack -, estão recebendo câmaras de monitoramento.

Os equipamentos que já estão sendo instalados integram um kit e serão operados pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), em auxilio às ações de prevenção e combate ao uso de drogas.

Segundo o secretário adjunto de Ações Integradas da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), coronel PM Joelson Sampaio, a definição dos bairros que receberão o programa se deu em razão da presença dos consumidores.

“Os bairros, de acordo com as estatísticas, que reúnem o maior número de ocorrências com relação à apreensão de drogas em Cuiabá, são o Pedra 90, Jardim Vitória e Três Barras. Mas, é nas proximidade da Rodoviária e na divisa do Jardim Leblon/ Pedregal onde estão as ‘cracolândias’”, explicou o oficial.

A iniciativa faz parte da implementação do programa ‘Crack, é possível vencer’, do Ministério da Justiça, e que conta com a participação, de forma integrada, de órgãos do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) e da Prefeitura.

As ações que começam a ser implementadas tem como foco o trabalho simultâneo nas forças de Segurança, Saúde, Assistência Social e Educação, visando desde a prevenção até a reabilitação e reintegração social.

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Coronel Sampaio: a definição dos bairros que receberão o programa se deu em razão da enorme presença dos consumidores.

Na capital do Estado, serão investidos cerca de R$ 2 milhões, provenientes do Ministério da Justiça, para serem utilizados na capacitação dos agentes públicos, das áreas de Segurança Pública, Assistência Social e Saúde e estruturação das ações.

Em Cuiabá, as ações contam com a participação da Secretaria de Ordem Pública do município, que, na última terça-feira (14), reuniu representantes de vários órgãos para discutir o plano de trabalho, assim como a responsabilidade de cada um dos órgãos, no contexto do plano.

“O programa tem prazo para iniciar e acabar. Nesse período, estaremos focados em ações integradas entre os órgãos municipais e estaduais. Mas, a ideia é que, após esse prazo, continuemos a desenvolver ações de prevenção, encaminhamentos para tratamentos de saúde e reinserção social”, explicou o secretário adjunto de Ordem Pública do município, Zilmar Dias da Silva.

Programa

Em Cuiabá, o programa vem sendo implementado desde 2013, período em que estava ligado à Secretaria de Esportes e Lazer do município.

Nesse período, foram criados o comitê gestor e houve a adesão ao programa. Também foram capacitados agentes de saúde, segurança e assistência social (do Estado e do Município).

Além de ações preventivas nas escolas e a capacitação de profissionais das redes de Saúde, Segurança Pública, Educação, Assistência Social e outros envolvidos nas ações. U

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Cracolândia na região da Rodoviária de Cuiabá: retrato da degradação humana

Uma das metas do programa é a disseminação de informações e orientação sobre o crack e outras drogas.

Também estão previstas no programa a ampliação da oferta de serviços, inclusive, com a integração da Rede do Sistema Único de Saúde (SUS), reinserção social, apoio integral aos usuários e suas família, parceria (Estado e Município), para a promoção de espaços urbanos seguros, fortalecimento das ações de inteligência e investigação e enfrentamento do crime organizado.

Crack

Com custo relativamente baixo e elevado poder lesivo, o crack – droga derivada do subproduto da cocaína – tem causado graves consequências à sociedade.

A droga atinge de forma direta e devastadora a saúde física e mental dos usuários.

De forma rápida, debilita laços familiares e relações sociais e, constitui um fator de aumento das taxas de criminalidade, violência e outros problemas sociais, trazendo graves repercussões na ocupação do espaço urbano, exclusão econômica e social, rede de saúde.

FONTE: MARIA BARBANT/DO MÍDIA NEWS

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