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PROTESTO NA ESTRADA: Transportadores ameaçam bloquear a BR-163 por até 48 horas
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PROTESTO NA ESTRADA: Transportadores ameaçam bloquear a BR-163 por até 48 horas

by newsmtfevereiro 20, 2015

Até caminhões com cargas podem ser impedidos de trafegar; bloqueio ocorre no Nortão de MT

O bloqueio na principal rodovia federal que liga o Nortão a Cuiabá, a BR-163, entra nesta sexta-feira (20), no terceiro dia e os organizadores estão prevendo 48 horas ininterruptas, o que deve impedir a passagem, inclusive, de carretas e caminhões que levam grãos, combustível, gás, alimentos não perecíveis, materiais para construção, roupas, móveis, entre muitos outros produtos.

Desde quarta-feira (18), os transportadores bloqueiam trechos da rodovia federal, em Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop, principais cidades do Norte de Mato Grosso, em protesto contra o aumento do preço do óleo diesel.

Cargas vivas, alimentos, verduras e demais produtos perecíveis continuarão passando pela rodovia, segundo os organizadores.

Os coordenadores do movimento decidiram manter a estratégia de não barrar a passagem de carros pequenos e ônibus, que continuam trafegando normalmente.

Os bloqueios serão em Lucas do Rio Verde (onde o manifesto iniciou), Sorriso, Nova Mutum, Sinop. Também será feito na rodovia de acesso a Tangará da Serra, no Noroeste do Estado.

Em entrevista ao site Sonotícias, de Sinop, o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Sorriso e Região, Wilson Rodrigues, disse que vVão ser 48 horas sem liberar a rodovia para mostrar mais força no nosso manifesto [na quarta e na quinta-feira, havia intervalo no almoço e, à noite, era liberada a pista].

O objetivo, segundo ele, é parar a logística para portos [o que vai reduzir o volume de soja e demais produtos para exportação).

“Não queremos prejudicar produtores que estão colhendo neste momento e caminhões que vão colher soja, que têm nota de produtor rural, vão passar para ir às fazendas”, disse Rodrigues.

Para ele, com 48 horas diretas de paralisação, o volume de carretas e caminhões parados aumentará consideravelmente o que levará o Governo “sentir a força” do setor.

O sindicalista calculou que, ontem, apenas no período da tarde, 2.400 caminhões/carretas estavam nas filas em Mutum, Lucas, Sorriso e Sinop.

“É muito pouca adesão. Esperamos fortalecer nosso movimento com período maior de bloqueio. Falta mais união da classe. Após dois dias, vamos avaliar quanto tempo vamos liberar o tráfego de caminhões. O Brasil inteiro está pedindo socorro. Não suportamos mais o preço alto dos combustíveis. Empresas estão operando no vermelho, caminhoneiros estão praticamente sem margem de renda com o frete”, declarou.

Diesel mais caro

Os caminhoneiros e donos de empresas cobram do governo federal que o preço do óleo diesel seja reduzido.

Com o último aumento, segundo levantamento do Sonotícias, em Sorriso, o litro do óleo diesel foi para R$ 3,05 (preço médio apontado pela ANP), mas pode ser encontrado por até R$ 3,29 em alguns postos.

Em Sinop, varia de R$ 2,98 até R$ 3,14 de um posto para outro. Em Lucas, é vendido até R$ 3,24 e, em Nova Mutum, chega até R$ 3,31.

Os transportadores também cobram do governo estadual a desoneração do imposto de 17% para 12%.

Como o MidiaNews informou, o secretário de Estado de Fazenda (Sefaz), Paulo Brustolin, afirmou hoje que não tem como reduzir imediatamente de 17% para 12% a alíquota de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o óleo diesel em Mato Grosso.

Ele disse que o Governo faz um estudo técnico de viabilidade e impacto econômico nas contas estaduais.

Fonte: Do Mídia News

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