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REFORMA AGRÁRIA: Taques recebe MST e discute melhorias em asssentamentos
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REFORMA AGRÁRIA: Taques recebe MST e discute melhorias em asssentamentos

by newsmtagosto 18, 2015

Após 12 anos, sem-terra entram no Paiaguás; dirigente lamenta falta de “projetos concretos”

O governador Pedro Taques (sem partido) e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se reuniram, nesta segunda-feira (17), no Palácio Paiaguás, para discutir uma extensa pauta de reivindicação do grupo.

Há 12 anos, o MST não conseguia ter acesso ao Palácio Paiaguás para dialogar com o Governo. A reunião foi marcada na quarta-feira (12), pelo secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, após os sem-terra ocuparem a entrada do Paiaguás e solicitarem uma audiência com o governador.

Os principais pontos de discussão, conforme o MST, eram melhorias nos assentamentos do grupo e a realização da reforma agrária em Mato Grosso.

No Estado, conforme a Secretaria de Agricultura Familiar e Regularização Fundiária, há mais de nove mil famílias sem-terra.

Os representantes do MST pediram que o Estado descumprisse decisões judiciais e não realizasse despejos, como governos anteriores teriam feito. Atualmente, Mato Grosso têm três ações de reintegração de posse.

Taques afirmou que a reintegração de posse não é papel do Executivo e que o Estado sempre cumprirá a decisão da Justiça. Contudo, garantiu que Governo irá priorizar o diálogo como ferramenta principal para evitar conflitos.

Conforme o governador, os demais pontos levantados pela categoria são pertinentes, sendo que muitos já estão sendo executados dentro do programa Transforma Mato Grosso, que prevê três mil ações até o final do ano.

Taques informou que Secretaria de Agricultura Familiar está fazendo um levantamento para resolver a questão hídrica dos 700 assentamentos do Estado.

Um dos integrantes do movimento que participou da reunião, Genadir dos Santos, lamentou que nada de concreto tenha sido decidido durante o encontro.

“O Governo tem muitas promessas, mas não tem dinheiro. Queremos leis de estruturas para os assentamentos. A Secretaria de Agricultura disse que não tem verba”, afirmou.

A economia dos grandes produtores agrícolas do Estado seria um dos fatores para que não houvesse incentivo à distribuição de terra, disse Santos.

“No setor do agronegócios, não há interesse em ajudar a reforma agrária, porque as grandes empresas levam tudo que a agricultura familiar poderia investir”

O integrante da coordenação do MST explicou que deveria haver melhor divisão de propriedades na região.

“Deveriam redistribuir as terras do Estado. Há muitas propriedades de fazendeiros que pertencem à União. O Governo deveria recuperar isso”, afirmou.

As demandas solicitadas pelo MST foram encaminhadas para a Secretaria de Agricultura Familiar e Regularização Fundiária do Estado.

Além do governador e dos sem-terra, também participaram da reunião membros do Comitê de Conflitos Agrários, formado pela Secretaria de Agricultura Familiar e Regularização Fundiária (Seaf), a Casa Militar e o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat).

Secretário analisa propostas

O secretário de Agricultura Familiar, Suelme Evangelista Fernandes, disse ao MidiaNews que há interesse do Governo para melhorar a situação dos sem-terra em Mato Grosso.

“A reunião foi tranquila, foi um contato inicial com os integrantes do MST. O Governo relatou interesse em diálogos para melhorar as condições deles”, disse.

“Eles trouxeram demandas genéricas, por isso pedimos para que reorganizassem as pautas para encaminhar para a secretaria”, completou.

O secretário contou ainda que o Governo e a secretaria estarão definindo plano de ação específico para movimentos sociais.

“Estamos nos movimentando para atendermos as pautas solicitadas. Não tem como o governo virar as costas para isso”, completou.

FONTE: VINÍCIUS LEMOS DO MÍDIA NEWS

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