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Ságuas defende Educação e aponta avanços da gestão Silval
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Ságuas defende Educação e aponta avanços da gestão Silval

by newsmtjaneiro 6, 2015

“As críticas foram em um momento político, de disputa eleitoral”, disse

O deputado federal eleito Ságuas Moraes (PT), ex-secretário de Estado de Educação (Seduc), rebateu as críticas feitas pelo governador eleito Pedro Taques (PDT) e de seus aliados sobre a pasta.

A secretaria foi um dos alvos do pedetista durante sua campanha eleitoral. Após eleito, a equipe de transição governamental de Taques apontou diversas irregularidades.

“As críticas foram em um momento político, de disputa eleitoral. Eles mesmos responderão a essas críticas a partir de agora. Vamos ver o que eles vão fazer”, disse.

Para Ságuas, a secretaria, que será comandada a partir do próximo ano pelo ex-vereador Permínio Pinto (PSDB), terá mais condições de “tocar a pasta” por conta de novos recursos do GovernoFederal.

“As críticas foram em um momento político, de disputa eleitoral. Eles mesmos responderão a essas críticas a partir de agora”

“Eles terão todas as oportunidades de fazerem melhor, porque a Educação terá, agora, mais recursos, a partir do Plano Nacional da Educação. Obviamente que os recursos não irão vir tudo de uma vez, mas por tudo que nós fizemos, eles terão condições de continuar fazendo melhor ainda”, afirmou.

De acordo com o deputado, os números do Ideb (Índice de Desenvolvimento da EducaçãoBásica) que colocam Mato Grosso com a segunda pior nota do Brasil no ensino médio, são devidos a última greve no Estado.

“No ensino médio sempre ficamos em 14º ou 13º lugar. E por conta da greve prolongada, caímos bastante, porque o IDEB mede fluxo de rendimento, aprovação, reprovação e a permanecia. Quando terminou a greve, faltava uma semana para o Enem, e muitos saíram da escola para se preparar para a prova”, disse.

“Mas a nossa avaliação é extremamente positiva. Pela avaliação do Fundeb estamos entre os cinco melhores do Brasil no ensino fundamental”, afirmou o ex-secretário.

Segundo Ságuas, durante sua atuação a frente da secretaria, foi dada posse a mais de 18 mil servidores.

“Hoje, 95% das escolas são novas ou reformadas; 100% tem laboratório de informática com internet banda larga; 80% com quadras cobertas; e 80% com biblioteca. Desde o momento que assumimos a secretaria, demos posse para mais de 18 mil servidores”, disse.

“Mas o fato é que tivemos avanços importantes. Não está tudo resolvido, porque sem a escola de tempo integral não conseguimos avançar mais. Porque a escola de quatro horas diária é insuficiente para transmitir todo conteúdo”, afirmou.

Diagnóstico diferente

“Os índices são negativos. Mato Grosso tem o segundo pior índice no Ideb e houve uma ‘maquiagem’ para que os dados não sejam ainda piores”

Apesar dos avanços indicados por Ságuas, a situação do setor demonstrado por Taques é diferente.

Segundo Permínio Pinto, a gestão da pasta está “completamente desorganizada e aparelhada [ao partido político PT]”.

“Os índices são negativos. Mato Grosso tem o segundo pior índice no Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] e houve uma ‘maquiagem’ para que os dados não sejam ainda piores”, disse.

Ainda segundo ele há “desorganização total na infraestrutura, na gestão e na parte financeira” e menos de 40% dos alunos têm o conhecimento desejado para o ano de estudo.

Além disso, muitos contratos da Seduc não possuem monitoramento, segundo parecer dado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Para Permínio, a gestão de Rosa Neide de Almeida afastou a secretaria dos municípios.

“Eu vejo a secretaria muito distante dos municípios. Talvez esse seja o principal problema e a partir dai venha outros problemas. Além disso, há uma preocupação grande com atividades meio, atividades administrativas, e não vejo preocupação com o pedagógico. Precisamos fazer uma inversão disso”, afirmou.

Entre as ações que serão adotadas por Permínio, já a partir de janeiro, está a reorganização do sistema, trazendo a comunidade escolar para “dentro da escola”.

“Há a necessidade de reorganizar o sistema. Há urgência de trazer a comunidade escolar para dentro das escolas, trazer as prefeituras em torno de um sistema que seja partilhado. Afinal de contas, além de Cuiabá e Várzea Grande, temos mais 139 municípios e não adianta tratar a rede estadual de ensino separada”, disse.

Fonte: DOUGLAS TRIELLI/Mídia News

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