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Sucuri de 4 metros é capturada ao atravessar rua e solta em mata em MT

Sucuri de 4 metros é capturada ao atravessar rua e solta em mata em MT

Moradores passavam por avenida quando viram animal cruzando avenida. Ela foi solta perto de um riacho numa área de mata, em Água Boa.

Ao passarem pela Avenida Universitário, na área urbana de Água Boa, a 736 km de Cuiabá, o corretor de imóveis Maurício Laithartt Kulmann e outros três moradores levaram um susto, nesta segunda-feira (3), ao depararem com uma sucuri, de pouco mais de 4 metros de comprimento. O animal tentava cruzar a via quando foi ‘abordada’ pelos moradores.

“Assim que a vi, parei o carro e todos evitaram atropelar o animal. Os rapazes que estavam em uma motocicleta pegaram a cobra. Eles tinham jeito para pegá-la na cabeça e no rabo, de modo que ela não conseguisse se movimentar”, contou o corretor de imóveis. Ele disse que nenhum dos moradores manifestou intenção em matar a cobra.

Depois de uma pausa para tirar fotos, que demorou poucos minutos, os moradores soltaram o animal nas proximidades de um córrego próximo à cidade. Eles gravaram um vídeo que mostra o momento da soltura, segundo Maurício, para provar que não tinham matado a cobra.

O outro motorista que também parou ao ver o animal foi o major da Polícia Militar, João José Pedroso. “Estava indo do serviço para casa quando vi ela na rua e parei”, contou. Perto do local onde o animal foi encontrado, conforme ele, é alagadiço e tem uma mata próxima.

A biológa Célia Aires disse que o animal, que não é venenoso, estava passando para a fase adulta e, segundo ela, é possível que outros animais estivessem por perto.

“Normalmente, cobras não andam sozinhas, principalmente se estiverem em período de reprodução”, explicou. Animais dessa espécie podem chegar a até 10 metros, o que é considerado raro pela biológa. Normalmente, as fêmeas são maiores e mais resistentes que os machos.

“Os animais estão se aproximando da cidade por causa do desmatamento e da destruição de córregos. Eles ficam sem o habitat natural e se deslocam para outros locais em busca de comida e de refúgio”, afirmou a bióloga, que atua naquela região.

Fonte: Pollyana Araújo do G1 MT