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Taques diz que não irá "lotear" secretarias a partidos
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Taques diz que não irá "lotear" secretarias a partidos

by newsmtagosto 7, 2014

“Não podemos aparelhar o Estado por partido político”, disse o candidato do PDT

O candidato a governador Pedro Taques (PDT) negou que, caso eleito, irá lotear secretarias aos membros dos 13 partidos que compõe o arco de aliança da oposição.

“Já conversei com todos os presidentes de partidos. Partido não é Sine (Sistema Nacional de Emprego) e o Governo não é pé de pequi, onde qualquer um passa a mão. Não posso entregar para um partido uma secretaria ou autarquia. Eles sabem que existe um limite que, é o profissionalismo e a legalidade”, disse, na manhã desta terça-feira (05).

“Nós não podemos aparelhar o Estado por partido político. Entregar uma secretaria de ‘porteira fechada’ para um partido. Isso não existe… Isso é você querer proteger os seus amiguinhos, seus companheiros, aqueles apaniguados”


Segundo ele, o “aparelhamento político” dos servidores do Estado tem atrapalhando a administração de Mato Grosso.

“Nós não podemos aparelhar o Estado por partido político. Entregar uma secretaria de ‘porteira fechada’ para um partido. Isso não existe… Isso é você querer proteger os seus amiguinhos, seus companheiros, aqueles apaniguados”, disse.

“O Estado de Mato Grosso é um atrapalhador em razão da falta de política de gestão. Ele precisa ser um fazedor, precisa cuidar dar pessoas. O que não podemos é responsabilizar todos os vícios do estado aos servidores públicos”, afirmou.

O candidato da oposição afirmou que os partidos que o apoiam sabem de sua postura em relação ao assunto. 

“Não negociei nenhum cargo com esses partidos que estão conosco. Eles querem colaborar, sim, na administração. Mas, para isso, precisamos de critérios. E isso é totalmente possível. O partido político é muito importante, mas o partido mais importante que nós temos é o Estado de Mato Grosso”, explicou. 

Como exemplo, Taques citou o senador e candidato à presidência da república Aécio Neves (PSDB). Segundo ele, durante a sua gestão à frente do governo de Minas Gerais, Aécio usou uma avaliação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para indicar os secretários.

“O Aécio governou com 20 partidos políticos. Mas as indicações passavam por uma prova na UFMG para avaliar a capacidade técnica. O que o cidadão contribuinte deseja é um atendimento decente em um órgão do Estado independente de partido político”, completou.

Cargos comissionados

Pedro Taques disse que não é contra cargos comissionados. No entanto, acredita ser necessário o “enxugamento da máquina”, por meio de reforma administrativa, e aproveitando o quadro de servidores de carreira.

“Isso abrange outros dois compromissos firmados: a valorização do servidor de carreira e a redução dos cargos comissionados. A máquina pública está inchada com cargos de indicações de partidos políticos”, disse.

Os partidos que compõem a coligação de Taques são: PDT, PP, DEM, PSDB, PSB, PPS, PV, PTB, PSDC, PSC, PRP, PSL e PRB.

Fonte: DOUGLAS TRIELLI

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