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Vacinação contra pólio é prorrogada até 31 de agosto
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Vacinação contra pólio é prorrogada até 31 de agosto

by newsmtagosto 26, 2015

Prazo foi estendido após meta não ter sido atingida durante período inicial

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite termina no próximo dia 31 de agosto. Até o último sábado (22), dia D de mobilização em Cuiabá, somente 17,65% da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, havia sido alcançada. Para o coordenador da Vigilância, Doenças e Agravos, da Secretaria Municipal de Saúde, Fernão Leme Franco, esse número se deve ao fato de se tratar de uma vacinação permanente, o que leva os pais a não procurarem as unidades de saúde.

“A campanha nacional é uma forma do governo chamar a atenção dos pais para a importância da vacinação. Com a mobilização, garantimos as boas coberturas vacinais, tanto na rotina como nas campanhas e, aumentarmos ainda mais a taxa de cobertura vacinal do pais assim, não corrermos o risco de reintrodução da doença”, explicou o coordenador.

De acordo com o último boletim divulgado pela Coordenadoria de Vigilância, Doenças e Agravos, em Cuiabá, até o dia 22, já haviam sido vacinadas 1.237 crianças de 6 meses a menores de 1 ano (o que representa 24,43% da meta); na faixa etária de 1 ano, já receberam a dose da vacina 1.611 (15,91%); na faixa etária de 2 anos, 1.411 doses (17,28%); de 3 anos, 1.270 (15,83%) e 1.414 doses, na faixa etária dos 4 anos (17,75%) totalizando 6.943 doses da vacina, o que corresponde a 17,65% da meta que é de 37 mil crianças (95%), de seis meses a cinco anos incompletos.

Em Cuiabá, as quase 40 mil doses da vacina contra a pólio estão disponíveis em 44 postos das unidades básicas de saúde, incluídos aí os Postos de Saúde da Família (PSF’s) e Centros de Saúde, em todas as quatro Regionais da Capital.

A vacina é extremamente segura e protege contra os três sorotipos do poliovírus 1, 2 e 3 e a eficácia da imunização é em torno de 90% a 95%.

“Não existe tratamento para a poliomielite e a única forma de prevenção é a vacina. Podem receber a vacina crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarréia”, explicou o coordenador.

No caso das crianças com infecções agudas, febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina, o Ministério da Saúde recomenda que os pais consultem um médico para avaliar se a imunização é indicada.

Poliomielite

O Brasil está livre da poliomielite desde 1990. Em 1994, o país recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem em seu território.

No período de 2014 e 2015, nove países registraram casos da doença. Em três países – Nigéria, Paquistão e Afeganistão – a poliomielite é endêmica. Nos outros seis (Somália, Guiné Equatorial, Iraque, Camarões, Síria e Etiópia) os casos registrados da doença foram decorrentes de importação do poliovírus selvagem. Por isso, a vacinação é fundamental para que casos de paralisia infantil não voltem a ser registrados no Brasil.

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral.

Segundo informações do Ministério da Saúde, o Brasil é referência mundial em vacinação e o Sistema Único de Saúde (SUS) garante à população brasileira acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Atualmente, são disponibilizadas pela rede pública de saúde, de todo o país, 17 vacinas que integram o Calendário Nacional e combatem mais de 20 doenças, em diversas faixas etárias.

Fonte: Do Mídia News

 

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