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Vigilância apreende duas toneladas de remédios vencidos em Tangará da Serra

Vigilância apreende duas toneladas de remédios vencidos em Tangará da Serra

Denúncia anônima foi feita por cliente em Tangará da Serra.
Além de remédios, foram encontrados produtos sem nota fiscal.

A Vigilância Sanitária apreendeu duas toneladas de remédios vencidos na cidade de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. Os medicamentos estavam dentro de um ônibus estacionado, onde também foram encontrados produtos naturais, cosméticos e sapatos, sem nota fiscal. A carga de remédios foi localizada após uma denúncia anônima.

O ônibus com os medicamentos de validade vencida estava estacionado em frente a uma casa alugada pelo responsável pela carga, no bairro Jardim Califórnia. Ele e outros cinco funcionários que moravam na residência comercializam os medicamentos na cidade. Segundo o responsável pela carga, Lázaro Reni Gontijo, os produtos vieram da cidade de Moema, em Minas Gerais.

A denúncia foi feita por um cliente que usou um dos remédios vencidos. Segundo os agentes da Vigilância Sanitária, ele teria ingerido “Gotas do Zeca” para dor no estômago. Após a dose da medicação vencida, ele chegou a ser internado.

“Através dessa denúncia nós trabalhamos rápido para a proibição da venda desses produtos em nosso município”, disse o fiscal Enio Eder Rodrigues.

Sobre os remédios vencidos, o dono da carga afirmou que os produtos são frutos de devoluções das revendedoras. “Pode acontecer de você encontrar medicamentos com a validade vencida. Eles são as devoluções das revendedoras que não conseguem vender e podem devolver para nós”, afirmou Lázaro.

Além dos remédios, foram encontrados no ônibus cosméticos, produtos naturais e sapatos. No entanto, somente 10% da carga possuía nota fiscal. Os produtos foram encaminhados para o depósito da prefeitura da cidade até que a procedência dos materiais seja confirmada.

Já o dono da carga foi levado para de delegacia, mas não ficou preso. Ele deve responder por crime contra a saúde pública. A pena varia de dois a cinco anos de prisão.

Fonte: Do G1 MT

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