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Vigilância investiga onde cabeleireira tangaraense contraiu hantavirose
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Vigilância investiga onde cabeleireira tangaraense contraiu hantavirose

by newsmtjulho 8, 2014

Marlenne Maria com Heverton Luiz

Exames realizados em laboratório de referência confirmaram que a causa da morte da cabeleireira Eunice da Silva Costa de 35 anos, ocorrida no dia 23 de junho deste ano, foi causada pelo hantavírus. A hantavirose é causada por vírus transmitido através da urina, fezes ou saliva de roedores silvestres.

Em virtude da confirmação do caso de hantavirose, a equipe de Vigilância Epidemiológica realiza investigação para tentar descobrir onde ocorreu a contaminação. “A família confirmou que ela esteve na zona rural por aqueles dias e por isso está sendo feito levantamento em relação a estes locais. É possível até que não se encontre o local certo onde ela foi contaminada. Mas é feita a tentativa de descobrir para evitar que outras pessoas sejam contaminadas também”, disse o assessor.

Mesmo com o resultado do exame positivo para a doença, continua sendo investigado se ela havia contraído outras doenças, como a gripe H1N1 ou dengue. Os resultados destes exames ainda são aguardados de acordo com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura. Logo após o óbito da paciente, a Vigilância Epidemiológica iniciou investigação para levantar a causa.

 

 “Os sintomas da hantavirose, da gripe H1N1 e da dengue são parecidos e tanto poderia ser uma doença quanto outra. O exame de hantavirose foi feito em laboratório de referência, fora da cidade e constatou-se que ela tinha o vírus da hantavirose. Estamos aguardando ainda a chegada do resultado deste exame de H1N1 e também o resultado para dengue”, afirmou o assessor de comunicação Vando Nascimento.

MAQUIAGEM DE DADOS – O assessor ressaltou que não há interesse do município em esconder ou omitir informações. “Já ouvimos dizerem que o município estaria maquiando os dados. Não há por que. Quando há problema, realiza-se investigação para descobrir. Se tivesse maior número de casos de H1N1, teríamos conseguido junto ao Ministério da Saúde mais doses de vacina para imunizar toda a população. Repito então: não há motivo para querer ‘maquiar’ resultados de exames”.

HANTAVIROSE – A doença apresenta no início sintomas semelhantes à gripe e que incluem calafrios, febre e dores musculares. Pessoas portadoras do hantavírus podem começar a se sentir melhor por um curtíssimo período de tempo, mas dentro de 1 ou 2 dias, apresentam dificuldade em respirar.

A doença se agrava rapidamente e os sintomas passam a incluir tosse seca, mal estar geral, dor de cabeça, náusea e vômitos e falta de fôlego. Indivíduos com hantavírus precisam ser hospitalizados, muitas vezes na unidade de tratamento intensivo (UTI).

Os tratamentos incluem entubamento para administração de oxigênio ou máquina de respiração em casos graves e um medicamento chamado ribavirina para tratar problemas relacionados aos rins e reduzir o risco de morte. Não há tratamento efetivo para infecção por hantavírus envolvendo os pulmões. A melhor prevenção é evitar exposição à urina e excrementos de roedores.

 

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